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alfacinha

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14.03.18

Ser mãe #7 - A palpitação aconchegante

mariana
Ser mãe é sentir aconchego em os ter por perto, saber que neles mora o incerto mais que certo, amor que sibila como o vento. É o aconchego sentido em cada pingo de chuva que cai lá fora, no primeiro gole de um café com leite quente ou no frio que se faz calor depois de um mergulho no mar.    É encontrar em cada vaga de emoções um sem número de explicações para o significado do verbo amar.Ser mãe é para lá de gerar vida, é sobretudo gerir vidas. Vai-se esculpindo no dia a (...)
20.10.17

Instantaneamente #8 - Sonhar nas horas frágeis

mariana
  É difícil gerir tudo. Ser mãe, mulher, filha e outras quantas nomenclaturas às quais nos damos de corpo e alma. Os sonhos esses, que saem do pelo e do trabalho, caem por vezes no esquecimento. Por cansaço, por ser difícil ou porque parece distante de mais para justificar que vai tudo dar certo no fim. Que o fim não vai ser o fim, mas sim o começo. Às vezes parece que o trabalho não compensa e as dores de costas convidam-nos a baixar os braços. Afinal, ser forte também nos (...)
14.09.17

Pessoas que me inspiram #3- Andrea Portugal Deveza

mariana
Gosto muito de pessoas. Cada vez mais gosto de me dar a conhecer e de receber delas aquilo que tiverem para dar. Há umas que dão tanto com gestos mais pequenos do que um grão de areia, outras não nos dão nada com gestos mais bruscos do que um camião TIR, outras demoram a dar aquilo que têm guardado nas profundezas do coração. Seja qual for a dádiva que os outros nos escolhem ou não dar, há sempre bons motivos para nós darmos aos outros na medida que quisermos, consoante (...)
08.06.17

Palavras soltas #4 - Gargalhar

mariana
Ver-te gargalhar ,  É encontrar tesouros no mar,  É ouvir baleias   Por entre o canto das sereias.    É o som do ficar,  Do para sempre no tempo estar,   Do sonhar a voar,  Alegria encontrada   Pela sorte a pulular.    É ver as estrelas escondidas,  Num passeio ao luar,  E nelas encontrar  A tímida ursa polar.    É ver- te rejubilar,  Esfuziante de pequenino,  Às escondidas a brincar,  Quem está livre livre está,  A ti no Destino encontrar.     É ver-te (...)
24.05.17

Ser mãe #7 - Um filho é uma concha

mariana
Não foste planeado. Foste a surpresa inequívoca pela qual se espera a vida toda. És como uma concha que se encontra à beira-mar, daquelas com um buraquinho por aonde se passa um fio para fazer colares, banais mas tão especiais.  Afinal ser mãe ou pai é a banalidade mais especial de sempre. Quase toda a gente tem filhos, mas cada um os vive dentro da raridade que eles nos fazem sentir.  Cada filho é uma concha, daquelas corriqueiras, mas com o seu próprio e extraordinário (...)
19.05.17

Instantaneamente # 3 - As birras, o choro e a nossa senhora dos agriões!

mariana
  Há muito disto. As birras e o choro fazem parte da gincana que ser mãe é. Traduz-se numa prova de obstáculos, com saltos, peripécias e uma certa de dose de loucura. O maravilhoso de toda esta loucura assistida, desta corrida pela sanidade, é que no final da meta está sempre o primeiro prémio à espera. A recompensa está sempre lá. É omnipresente nas birras e no choro, mas é garantida pela certeza de que por eles vale tudo a pena. Mesmo que haja um lusco fusco que nos faz (...)
03.05.17

Instantaneamente #1 - Ser mãe é como costurar

mariana
Ensinar, aprender, crescer, partilhar, parar. É tudo uma questão de perspectiva. Quem é que ensina quem? Tento-lhe dar o meu melhor. Ele dá me o melhor do mundo, sem se quer disso ter noção. Ponto a ponto, linha a linha, encher a canela e começar outra vez. Ser mãe é costurar a vida de alguém, todos os dias, para sempre. É garantir que a canela da bobina vai estar sempre cheia e ser a linha extra para a encher. É aprender com cada acto uma peça nova e desfrutar cada uma delas (...)
04.03.17

A mãe não tem tempo #1 – O drama dos collants

mariana
Há dramas femininos para os quais ninguém tem paciência.  Há dramas no feminino dos quais as mães deviam ser poupadas.  Não por terem carregado um ser humano durante 9 meses, não por terem rendido o seu corpo esporadicamente como forma de alimento, não por serem verdadeiras rainhas na arte do  multi-tasking,  mas apenas e só porque as mães não têm tempo para lidar com irritações quotidianas, ou têm menos disponibilidade do que quem não tem um pedaço de gente a (...)
23.02.17

As expressões do Manel #2

mariana
  Há fotografias que, não sendo tecnicamente perfeitas, o são por aquilo que transmitem.  Porque a vida tem movimento e, às vezes, é impossível congelar de forma imaculada os sentimentos que ela nos transmite.  É o caso desta foto que o meu pai tirou ao Manel - quando olho para ela são vários os possíveis títulos que me ocorrem!   1-Passou-se da Marmita 2-Fritou a Pipoca 3-Maluquinho de Arroios 4-O Vândalo 5-O Demo que em mim habita 6-BOOM BOOM shake the crib 7-O grito do (...)
09.02.17

Ser mãe #6 - 5 mudanças e a minha metanoia

mariana
    A chegada de um bebé implica um sem número de mudanças na vida de qualquer pessoa. Algumas dessas mudanças são mais óbvias, outras só acontecem a alguns, outras são tão nossas como o bebé que as trouxe. Durante estes nove meses foram várias as coisas que mudaram na minha vida, algumas serão por um tempo mais ou menos limitado pela idade do Manel e outras ficarão para sempre como parte integrante dela.  Há mudanças que chegam pela necessidade do agora e que, com o (...)