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alfacinha

alfacinha

08.06.17

Palavras soltas #4 - Gargalhar

mariana
Ver-te gargalhar ,  É encontrar tesouros no mar,  É ouvir baleias   Por entre o canto das sereias.    É o som do ficar,  Do para sempre no tempo estar,   Do sonhar a voar,  Alegria encontrada   Pela sorte a pulular.    É ver as estrelas escondidas,  Num passeio ao luar,  E nelas encontrar  A tímida ursa polar.    É ver- te rejubilar,  Esfuziante de pequenino,  Às escondidas a brincar,  Quem está livre livre está,  A ti no Destino encontrar.     É ver-te (...)
01.06.17

Palavras soltas #3 - Ser criança

mariana
Aos sensíveis de espírito:   Bate o pé, Descalço, No balançar do viver. Bravo e livre, Solto no despiste,Na criança está o ser. Está o ser carta branca,Fios à meada,Como vista uma longa estrada. Ser despojado,Sem um mundo de gorgulhos,Ser criança é barulho.  Barulho insaciável,De quem sonha pelo limite mais alto,Passeando na ilusão.  Na ilusão despida de maldade,Pela descoberta inquestionável sem questão Ser criança é ter alma,Ser criança é viver com o coração.  (...)
24.04.17

Palavras soltas #2 - Desalinhados

mariana
Desalinhados   Gosto de ti, Desalinhado e sem jeito; Com verdade, Imperfeito.   Gosto de ti, Sem truques, Ou magia; Com transparência, És poesia.   Poesia por defeito, Do amor que levo ao peito, Sem ser contrafeito, Do que se dá por inteiro.   Do que se toma o gosto; Por gosto, Sem freio: És o meu contra-meio.   Gosto de ti, Sem paz ou temor; Com esperança, Desenhada com ternura, Desalinhada por Amor.        Como de costume podem sempre seguir as nossas aventuras no instagram (...)
13.04.17

Palavras soltas #1 - Crescer

mariana
Sempre gostei de poesia. O gosto pode ter surgido na altura em que tinha que decorar poemas todas as semanas e recita-los diante dos meus colegas. No entanto, acho mais provável que tenha vindo do meu avô que escrevinhava poesia em pedaços de papel nas tardes quentes de verão. Gosto de a ler, de a sentir e de a escrever. Para mim, a poesia dispensa qualquer tipo de análise ou interpretação. Era o que mais me irritava na disciplina de português: analisar poesia. Como se as palavras (...)