Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

alfacinha

alfacinha

20.10.17

Instantaneamente #8 - Sonhar nas horas frágeis

mariana
  É difícil gerir tudo. Ser mãe, mulher, filha e outras quantas nomenclaturas às quais nos damos de corpo e alma. Os sonhos esses, que saem do pelo e do trabalho, caem por vezes no esquecimento. Por cansaço, por ser difícil ou porque parece distante de mais para justificar que vai tudo dar certo no fim. Que o fim não vai ser o fim, mas sim o começo. Às vezes parece que o trabalho não compensa e as dores de costas convidam-nos a baixar os braços. Afinal, ser forte também nos (...)
21.08.17

Instantaneamente #7 - A nossa praia

mariana
Gosto de pensar que a vida é feita de grãos de areia díspares e especiais. Grãos de areia que transformam o minúsculo no enorme, o enorme em majestoso. Acredito que todas as partículas da nossa vida têm na essência a bruta simetria que o mundo nos oferece.Quis o mundo que esta praia, no oeste do nosso país, fosse a praia da minha infância. Da infância saltou para a adolescência, da adolescência oscilou para a idade adulta. É uma praia incerta, tem tanto de bonita como de (...)
17.07.17

Instantaneamente #6 - A hora LCD

mariana
  A "hora LCD" (lavar/comer/dormir) de hoje já chegou ao fim e não me sinto tão fresca como se tivesse acabado de beber uma Coca-Cola light. Esta hora é o "ver se te avias" de qualquer família e parece que nunca existem mãos a medir. É caótica e faz questionar a sanidade mental de qualquer santidade. É vivida por mães e por pais, a full ou part time, e fazem uma hora equivaler a 24. No fim de dar banho a uma enguia enraivecida, ainda temos que alimentar tigres (...)
19.06.17

Instantaneamente #4 - Sem Voz

mariana
  Há coisas que me fazem ficar sem voz. Pura e simplesmente porque não sei com que voz as expressar. Este cantinho de céu, que faz bater o coração da minha família, encontra-se no meio do pinhal de Leiria. A aldeia aonde se encontra, o Coimbrão, já esteve pelo menos uma vez cercada por chamas. Foi no verão de 2005 e eu estava no pico da adolescência, vulgo estupidez, mas nunca me vou esquecer do cheiro daqueles dias ou tão pouco do sufoco e da cinza que assombraram os nossos (...)
19.05.17

Instantaneamente # 3 - As birras, o choro e a nossa senhora dos agriões!

mariana
  Há muito disto. As birras e o choro fazem parte da gincana que ser mãe é. Traduz-se numa prova de obstáculos, com saltos, peripécias e uma certa de dose de loucura. O maravilhoso de toda esta loucura assistida, desta corrida pela sanidade, é que no final da meta está sempre o primeiro prémio à espera. A recompensa está sempre lá. É omnipresente nas birras e no choro, mas é garantida pela certeza de que por eles vale tudo a pena. Mesmo que haja um lusco fusco que nos faz (...)
16.05.17

Instantaneamente #2 - O meu circo

mariana
[Bom dia]   Sem um pingo de maldade,nem um nem outro. Dão trabalho,são exigentes e pouco pacientes. O Manel tão depressa o idolatra como lhe está a puxar o rabo. O brutus tanto lhe lambe os pés como o ignora como se ele fosse um indigente. São a minha companhia constante,todos os dias. São meus, para sempre. Ter um cão e um bebé exige tanto de amor como de cuidado. Mas é o amor que faz o circo girar, todos dias, constante com a inconstância do ser.   {É o meu circo, com (...)