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alfacinha

Por uma Fénix

 

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Somos resilientes, mas a esperança não é como uma pilha que se compra ,sem demora, na loja do chinês. E os nossos corações não são, nem devem ser, recarregáveis ao sabor de fundos de investimento e vagas de turismo. Há que alimenta-los com um pouco mais do que isso, para que possam bater livres de espírito e seguros de si. 

 
Aguentar, sem ver o fim da meada, as circunstâncias inequívocas do que é má governação, não pode ser sinónimo de as aceitar. Ouvir o frio da resignação das palavras é apenas e só inaceitável.
 
Ver o negro tomar conta do que um dia foi verde é o rasgar de um pedaço de nós. Da nossa identidade, das nossas vivências, da nossa história. É ver como outra realidade as gargalhadas à “caça de gambuzinos”, os passeios de bicicleta, o apanhar das camarinhas à beira da estrada, o cheiro do pinhal que se entranha na gente e a banda sonora de cigarras encostadas à sombra do calor. É saber que o tempo será escasso para as desfrutar outra vez. 
 
Não se pode apontar o dedo a uma só pessoa, a uma só instituição , a um só governo. Os problemas vão-se acumulando, vão-se criando bolas de neve que crescem sem dó nem piedade.  
 
A certeza é de que nada ou muito pouco foi feito para prevenir que incêndios que desbastam vidas tomassem conta de tudo. Que a desorganização e o caos tomaram de assalto gentes que se viram sem chão de um dia para o outro. Algumas sem os seus, outras sem teto, outras sem sustento, outras sem nada que fale pelas vidas que viveram até ali. 
 
Ali, naquele instante em que as chamas tomam conta do que se foi naquele momento, em que se escolhe defender o que se tem ou em que se abandona tudo pela vida. Não quero imaginar essa escolha, não quero pensar no pânico e no terror de ver um todo tornar-se em pó. 
 
E depois de todo o caos e de tudo o que o fogo leva, ainda se carrega com a resiliência às costas. Enquanto se ouve das gravatas pretas que as almas das gentes se têm que resignar: afinal vai acontecer outra vez, temos que aceitar esse inevitável destino como aceitámos que D.Sebastião nunca mais há de voltar. 
 
Sonhar com um país sem catástrofes climáticas e ambientais é uma autêntica quimera. Imaginar o verde a perder de vista é uma ilusão. Infelizmente, hoje, é. 
 
Hoje terá que nos chegar a nossa resiliência que nos terá que fazer acreditar que das cinzas se irá erguer uma Fenix, capaz de tornar os nossos dias passados em sonhos de dias vindouros. Quando a resignação tiver dado lugar ao arregaçar de mangas e tivermos ao leme alguém capaz de nos guiar.
 
 

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Imagens retiradas do pinterest

 

 
 
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Quick DIY - Scrunchie Laço

Apesar de adorar costuras mais demoradas, não há nada melhor do que um projecto rápido e fácil de costura. É o entretém perfeito para uma tarde de outono ou para presentes de última hora. O tutorial que vos trago hoje é o exemplo perfeito disso!
Este scrunchie faz-se num instante e é um 2 em 1, podendo ser utilizado tanto como pulseira ou como elástico de cabelo. Esta dupla funcionalidade, permite que seja o presente perfeito tanto para oferecer a uma amiga ou a uma criança! Para além disso, é uma excelente forma de aproveitar pequenos retalhos de tecido e de elástico.
Espero que gostem deste DIY rápido e fácil, óptimo para quando o tempo é pouco, mas a vontade de costurar muita!
 

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Instantaneamente #8 - Sonhar nas horas frágeis

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É difícil gerir tudo. Ser mãe, mulher, filha e outras quantas nomenclaturas às quais nos damos de corpo e alma.

Os sonhos esses, que saem do pelo e do trabalho, caem por vezes no esquecimento. Por cansaço, por ser difícil ou porque parece distante de mais para justificar que vai tudo dar certo no fim. Que o fim não vai ser o fim, mas sim o começo.

Às vezes parece que o trabalho não compensa e as dores de costas convidam-nos a baixar os braços. Afinal, ser forte também nos torna frágeis. Mas, nessas fragilidades há que conquistar espaço de manobra para alcançar o que se deseja. O que nos torna felizes, plenos, cheios. Aquilo que não nos faz esquecer os nossos sonhos

Porque o que não nos faz esquecer de sonhar, torna-nos capazes de lutar.

 

{ Sonhar. Arregaçar as mangas. Lutar. Ser feliz. }

 

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Quadro em Tecido - D.I.Y

O Manel mudou de quarto em Janeiro deste ano e só agora é que a decoração se começa a compor! Parece impossível, mas só ao fim de nove meses é que pendurei o primeiro quadro na parede. Apesar de ter sido um "parto" demorado, estou a ficar muito contente com o resultado final e não podia deixar de partilhar com vocês algumas ideias de decoração! 

A primeiro peça que pendurei foi um quadro feito com um tecido maravilhoso que comprei na Nomalism. O tecido é a "preto e branco", com desenhos de animais e vegetais, uma autêntica quinta à espera de ser pintada. Achei o padrão do tecido de tal forma querido que emoldura-lo foi a primeira ideia que me ocorreu. Ainda pensei em bordar alguns dos elementos a cor, mas depois achei que a simplicidade do tecido falava por si. Optei, apenas, por bordar "A quinta do Manel" a amarelo mostarda e deixar o resto tal e qual como estava.

Este projecto é super fácil de fazer e é perfeito para dar uso aos tecidos que nos enchem a vista. Neste caso, optei por usar uma moldura em faia clarinha, mas podem utilizar molduras que já tenham em casa. Este projecto deve ficar o máximo com uma moldura mais "antiga", por exemplo. Podem, também, adaptar o tutorial às medidas da moldura que escolherem, para tal basta fazerem algumas modificações nas medidas. 

Espero que gostem deste tutorial, super simples e rápido de fazer, óptimo para dar vida a qualquer espaço num abrir e piscar de olhos.

 

 

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Quadro em Tecido - D.I.Y

 

Materiais/Aviamentos:

 

-Moldura 70 cm X60 cm

- 1 metro de tecido de espessura média/grossa

- 2,60 metros de velcro de colar (2 cm)

-Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

 

 

Como fazer:

 

1 - Com cuidado desmonte a moldura. Sugiro que descarte o vidro, porque desta forma o tecido fica à vista e não corre o risco do vidro se partir. É fácil retirar e lavar quando for necessário. Retire a placa traseira da moldura e ponha a estrutura de lado por uns instantes.

 

2 - Estenda o tecido sobre uma superfície plana e tenha atenção a possíveis repetições do padrão. Coloque a placa traseira da moldura sobre o tecido e desenhe todo o seu contorno a lápis. Deixe uma margem de 4 centímetros e corte o tecido.

 

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3 - Corte em esquina os cantos do tecido. Para tal, desenhe uma linha a 45º graus em cada canto do contorno da placa que desenhou antes. A linha deve passar uns milímetros antes do princípio canto, sem ser a rasar o canto. Corte as esquinas pelas linhas que desenhou.

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4 - Chuleie à máquina todo o contorno do tecido que cortou e passe-o a ferro. Pode também optar por cortar o tecido com uma tesoura zig-zag, de forma a prevenir que o tecido não desfie.

 

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5 -  Volte a estender o tecido numa superfície plana e sobreponha a placa guiando-se pelo contorno previamente desenhado. Corte o velcro à medida das laterais do tecido.

 

6 - Corte as fitas de velcro: duas com 42 centímetros (lateral mais pequena) e duas com 62 (lateral maior). Cole as fitas de velcro às laterais do tecido. Comece por colar o lado macho (parte áspera) ao tecido e sobreponha o lado fêmea (parte fofa). Depois basta descolar a película e dobrar a lateral em direcção à placa, colando desta forma o lado fêmea da fita de velcro à placa. Repita o processo para as outras laterais. 

 

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7 - Passe o tecido a ferro e estenda-o tecido numa superfície plana. Coloque sobre o tecido a placa, fazendo coincidir as esquinas da placa ao desenho do contorno da mesma no tecido. Dobre as laterais do tecido, colando o velcro do tecido ao velcro da placa. Tenha em conta que o tecido deve estar bem esticado.

 

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8- Coloque a placa forrada a tecido dentro da moldura e feche as patilhas sobre a placa. O seu quadro está pronto a pendurar!

 

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