Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

alfacinha

alfacinha

Ter | 08.11.16

Lenço Skinny - D.I.Y

mariana

Um outono com temperaturas um tanto ou quanto loucas e uma necessidade urgente de renovar algumas coisas no meu roupeiro foram o principal motivo para ter criado este lenço. Ainda com (muitas) arrumações por fazer para atingir o meu capsule wardrobe ideal, reparei que precisava de algo que completasse as toilettes mais formais. Ao mesmo tempo e apesar de adorar a coleção de lenços de seda da minha mãe, queria algo mais leve e airoso.

Este género de fitas ou lenços estreitos pareceu-me então a solução ideal. São perfeitos para este tempo esquizofrénico e complementam lindamente os looks com camisas. Já há algumas estações que fizeram o seu regresso, mas este ano estão muito na moda e vêm-se por toda a parte. Adoro a subtileza e elegância que atribuem instantaneamente a um conjunto. É uma peça bastante versátil, podendo ser utilizada de mil e uma maneiras (lenço, fita de cabelo, faixa...). Julgo que também ficam bem com um look mais descontraído, criando um contraste superinteressante. Podem usar à noite numa saída com amigas ou durante o dia no escritório. 

É uma peça rápida e fácil de executar, mas não por isso menos vistosa. Com o Natal à porta, penso que é uma boa opção para quem gosta de fazer as suas próprias prendas, sendo uma peça gira para oferecer a uma irmã; cunhada; amiga... Podem utilizar um tecido estampado ou um tecido liso, mas convém que não seja um tecido muito pesado. Sugiro que aproveitem tecido que tenham comprado ou que vão comprar para fazer outra peça, por exemplo um vestido, pois precisam de 1,75 m de tecido para fazer a fita e a maior parte dos tecidos tem no máximo 1,60 m de largura. Apaixonei-me por este padrão, muito “anos setenta” e que vou utilizar para fazer um vestido, mas acho que também vou fazer uma outra em veludo preto (resta-me encontrar outro motivo para comprar o veludo…).

 

lenço skinny (1).jpg

IMG_0978 (3).JPG

Lenço Skinny

Tamanho único

 

Materiais/Aviamentos

- Tecido fluído (seda, crepe fino, viscose, veludo, jersey…): 1,75 m X 21 cm

-Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

 

Notas: Este lenço é composto por um rectângulo de 1,75 X 21 cm, sendo que os valores de costuras estão incluídos nas medidas. Caso se tratem de tecidos muito esvoaçantes, sugiro que cortem o rectângulo com o tecido singelo para que o corte fique perfeito. No entanto, se for um tecido menos fluído podem cortar com o tecido dobrado, nesse caso devem cortar um rectângulo de 87,5 cm X 21 cm (valores de costura incluídos).

 

Plano de corte:

Cortar com o tecido singelo:

 Um rectângulo de 1,75 m X 21 m (valores de costura incluídos)

OU

Cortar com o tecido dobrado:

Um rectângulo de 87,5 cm X 21 cm (valores de costura incluídos)

 

Como fazer:

 

1 – Corte o rectângulo com as dimensões acima indicadas e seguindo o plano de corte da sua preferência.

 

IMG_0663.JPG

  

2 – Dobre o rectângulo ao meio, no sentido do comprimento e com o exterior voltado para dentro. Fixe com alfinetes e faça uma costura sobre todo o comprimento do rectângulo deixando uma pequena abertura a meio , para virar o trabalho para o direito. Remate e apare as costuras.

 

IMG_0666 (2).JPG

IMG_0670.JPG

IMG_0672.JPG

IMG_0681.JPG

 

3 – Para costurar as pontas do lenço, marque 7 cm a partir de um dos cantos e a partir do ponto obtido, trace uma diagonal em direcção ao canto oposto. Depois basta costurar a diagonal previamente desenhada. Para a outra ponta do lenço, deve repetir o mesmo processo, tendo em conta que as diagonais devem ser paralelas uma à outra. Corte o "triângulo" excedente de cada canto e remate as costuras com um ponto de chuleio.

 

IMG_0674.JPG

IMG_0676.JPG

IMG_0682.JPG

 

4 - Dê a volta ao lenço, pela abertura previamente deixada, e passe a ferro para assentar as costuras. Feche a abertura à mão com um ponto invisível. O lenço está pronto a usar!

 

IMG_0952 (1).JPG

 

Como de costume podem sempre seguir as nossas aventuras no instagram e no facebook.

 

Seg | 07.11.16

Mommy Meals #8 - Frango Corado com batatas em palitos

mariana

As receitas que aqui partilho são muitas vezes pratos de família, feitos com regularidade cá em casa ou em tempos na casa dos meus avós. Na maior parte dos casos, trata-se de comida caseira e simples, sem pretensiosismos, mas não por isso menos deliciosa.  Não quer isto dizer que não goste de comida requintada – adoro e em breve vou publicar receitas mais sofisticadas – no entanto, é na comida de família que encontro o aconchego das memórias que o sabor me traz. São essas memórias que quero renovar todos os dias, para dar ao Manel o prazer de saborear a comida e lhe incutir o gosto por partilhar à mesa estórias com aqueles que nela se sentam.

É o caso deste frango corado, tão simples e fácil de fazer. A minha avó fazia com frequência este frango, aproveitando a água da sua cozedura para fazer canja com massas de letrinhas. Normalmente, acompanhava com arroz de forno e a ocasional batata frita.

Para fazer as delícias de pequenos e graúdos sugiro que acompanhem com palitos de batata no forno, uma opção mais saudável e super apetitosa. Podem encontrar várias receitas deste tipo de batatas na internet, sendo que gosto de fazer as minhas desta forma para que fiquem bem sequinhas. Para dar um sabor diferente, vou variando nas ervas aromáticas que utilizo.

Espero que gostem deste franguinho corado, simples e saudável, mas cheio de sabor e de memórias!

 

IMG_0815.JPG

Frango Corado com batatas em palitos

(Para 4 pessoas)

 

Ingredientes :

 

- 1 frango do campo

- 1 cebola média

- 1 batata doce grande

- 3 batatas médias/grandes para assar

- salva seca q.b

- colorau q.b

- azeite q.b

- 1 colher de sobremesa de mostarda

- 1 colher de chá bem cheia de massa de alho

- 1 cálice de vinho do porto

- sumo de meio limão

- sal q.b

- hortelã q.b

- salsa q.b

- margarina q.b

 

Modo de preparo:

 

Para as batatas em palitos:

1 – Comece por descascar e cortar as batatas em palitos. Lave-as em água abundante e seque-as com um pano. Tempere as batatas com pouco azeite, sal, salva seca e colorau. Leve ao forno, pré-aquecido a 180º, num tabuleiro forrado com papel vegetal por 15 minutos. Quando as batatas estiverem macias, ligue a função “grill” do forno e deixe as batatas ganharem cor e secar, desta forma vai ficar com uns palitos super estaladiços por fora e suaves por dentro. Sirva com o frango corado ou com qualquer prato da sua preferência.

 

Para o frango corado:

 

Pode fazer este frango inteiro ou em pedaços. Sugiro que peça ao seu talhante para o cortar em pedaços caso o pretenda fazer desta forma. No entanto, saliente que não quer o frango cortado em pedaços muito pequenos.

 

1 – Coloque o frango numa panela com água, sal e um raminho com hortelã e salsa. Leve ao lume por cerca de 15 minutos, de forma a dar uma “entaladela” no frango. Não se pretende que o frango coza completamente, apenas que fique parcialmente cozido de forma a reduzir o tempo de confeção no forno.

 

2 – Quando a pré-cozedura do frango estiver feita, reserve a água da cozedura e disponha o frango num tabuleiro de ir ao forno com a cebola cortada em quartos. Entretanto, numa taça misture a mostarda, a massa de alho, o sumo de meio limão, o cálice de vinho do porto e uma concha e meia da água de cozer o frango. Regue o frango com este preparado e com pequenas nozes de margarina. Leve ao forno previamente aquecido a 180 º, por cerca de 25/ 30 minutos, para finalizar a cozedura e dourar. Tenha em conta que se fizer o frango inteiro talvez demore um pouco mais no forno, caso seja necessário aumente o tempo no forno para garantir a sua cozedura. Sirva com as batatas em palitos ou com um arroz da sua preferência.

 

IMG_0808.JPG

 

  Como de costume podem sempre seguir as nossas aventuras no instagram e no facebook.

 

 

 

Qua | 02.11.16

Ser Mãe #4 - É ser formadora da humanidade

mariana

69ad74f6147390422c4eab003851ecec.jpg

 (imagem retirada do pinterest)

 

“This is the way the world changes. Good people, raising babies right.”

 Catherine Avery in Anatomia de Grey/ temporada 10, episódio 24

 

Sou uma consumidora ávida de séries, a maternidade veio reduzir um bocadinho o número de séries que acompanho, mas as preferidas ficam sempre na memória, assim como os episódios que mais gostei de ver. De entre as preferidas a “Anatomia de Grey” é um clássico que acompanho há bastante tempo. Mais dramática ou não, por vezes com mais lógica do que noutras, com uns episódios melhores que outros, a verdade é que esta série tem a capacidade de me agarrar ao ecrã.

 

Para além de gostar da história e dos personagens, gosto da forma como está escrita, gosto dos seus diálogos e frases marcantes. Esta frase ficou guardada no meu baú de memórias e, no outro dia, ao pensar na responsabilidade que é ser mãe ou pai de alguém, saltou cá para fora.

 

As mães são as principais formadoras da humanidade. Falo das mães porque sou mãe; no entanto, devo salientar que, a meu ver, o papel do pai é tão importante como o da mãe, sendo que ambos têm o direito e o dever de ocupar idêntico lugar na vida dos filhos.

 

Importâncias à parte, o facto é que de repente já não sou só filha, nem a benjamim da família. Ser mãe coloca-nos num patamar de responsabilidade diferente. Com o nascimento dos nossos bebés, somos “promovidas” a mães, encarregadas de educação e a umas quantas outras coisas. Passamos de seres individuais simples, a seres individuais com um terceiro sob a sua alçada. Alçada essa que pressupõe que nos cabe a educação dos nossos bebés. Não falo das escolas que irão frequentar, de regras de boas-maneiras, se irão aprender inglês ou francês, se vão frequentar atividades extracurriculares ou se vão um dia ingressar no programa Erasmus…. Falo num sentido mais amplo, refiro-me à responsabilidade de criar uma criança que um dia se irá tornar num cidadão do mundo. Parece muito simples, mas se pensarmos bem é algo com uma dimensão gigantesca.

 

Para além de amar, cuidar e proporcionar um ambiente favorável aos nossos filhos, somos o alicerce da vida de alguém. E isso não é uma tarefa linear, porque joga com fatores externos, com situações que não podemos controlar e que temos que gerir à medida que vão acontecendo. Obviamente que os valores que transmitimos são muito importantes no contributo para que se os nossos filhos sejam Bons seres humanos. Contudo, apesar dessa parte integrante e fundamental da missão construtiva, há pequenas coisas que se vão fazendo à medida da personalidade de cada um.

 

A missão de educar alguém é uma montanha-russa de emoções, para a qual todos os pais compram bilhete a partir do momento em que sabem que vão ter um filho. É um caminho que se vai percorrendo à medida do crescimento dos nossos bebés. Penso que cada bebé é único, assim como a criança, o jovem e o adulto em que se irão tornar. A educação que cada um dá aos seus é, por isso, algo que varia de casa para casa. O que está certo numa família, poderá não resultar noutra, nem tem que resultar, porque somos todos diferentes – pais e filhos.

 

No entanto, julgo que neste caso o mais importante é o resultado final. Parte da magia de sermos pais é essa, que consigamos cumprir a tarefa de criar e ajudar a crescer Seres Humanos que tornem o mundo melhor. O meu intuito não é criar um ser humano formatado, ser livre é algo que prezo e um dos valores que pretendo passar ao Manel. Não precisamos de criar prémios nobéis da paz, cientistas que vão revolucionar o mundo, nem alguém que se vá destacar publicamente… Aos nossos olhos é certo que irão ser sempre os melhores e seja o que for que façam vamos sempre ter orgulho neles. Tornar o mundo melhor é possível apenas com um simples gesto de bondade, com um sorriso ou com um abraço. Não precisamos de educar Madres-Teresas de Calcutá tão pouco, mas Seres bons, genuínos e decentes para com os outros já é uma boa conquista que, a meu ver, ajudará muito a mudar o Mundo.

 

Lanço-me nesta jornada educativa sem regras nem pontos predelineados. Sigo nesta aventura apenas com o fundamental em mente. O fundamental é criar uma criança feliz, oferecendo-lhe os valores e as bases necessários para que se torne num Homem Bom, Honesto e Correto para com os outros. Julgo que se fizer isto, independentemente da forma como o irei fazer, terei cumprido a missão a que me propus. Porque o conteúdo é que interessa e às vezes acho que o do Mundo, embora de aspeto reluzente, está um bocadinho podre.

 

22404941edc70719af7165d0a1524848.jpg

 

 

 Como de costume podem sempre seguir as nossas aventuras no instagram e no facebook.

Pág. 2/2