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alfacinha

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Ser Mãe #4 - É ser formadora da humanidade

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 (imagem retirada do pinterest)

 

“This is the way the world changes. Good people, raising babies right.”

 Catherine Avery in Anatomia de Grey/ temporada 10, episódio 24

 

Sou uma consumidora ávida de séries, a maternidade veio reduzir um bocadinho o número de séries que acompanho, mas as preferidas ficam sempre na memória, assim como os episódios que mais gostei de ver. De entre as preferidas a “Anatomia de Grey” é um clássico que acompanho há bastante tempo. Mais dramática ou não, por vezes com mais lógica do que noutras, com uns episódios melhores que outros, a verdade é que esta série tem a capacidade de me agarrar ao ecrã.

 

Para além de gostar da história e dos personagens, gosto da forma como está escrita, gosto dos seus diálogos e frases marcantes. Esta frase ficou guardada no meu baú de memórias e, no outro dia, ao pensar na responsabilidade que é ser mãe ou pai de alguém, saltou cá para fora.

 

As mães são as principais formadoras da humanidade. Falo das mães porque sou mãe; no entanto, devo salientar que, a meu ver, o papel do pai é tão importante como o da mãe, sendo que ambos têm o direito e o dever de ocupar idêntico lugar na vida dos filhos.

 

Importâncias à parte, o facto é que de repente já não sou só filha, nem a benjamim da família. Ser mãe coloca-nos num patamar de responsabilidade diferente. Com o nascimento dos nossos bebés, somos “promovidas” a mães, encarregadas de educação e a umas quantas outras coisas. Passamos de seres individuais simples, a seres individuais com um terceiro sob a sua alçada. Alçada essa que pressupõe que nos cabe a educação dos nossos bebés. Não falo das escolas que irão frequentar, de regras de boas-maneiras, se irão aprender inglês ou francês, se vão frequentar atividades extracurriculares ou se vão um dia ingressar no programa Erasmus…. Falo num sentido mais amplo, refiro-me à responsabilidade de criar uma criança que um dia se irá tornar num cidadão do mundo. Parece muito simples, mas se pensarmos bem é algo com uma dimensão gigantesca.

 

Para além de amar, cuidar e proporcionar um ambiente favorável aos nossos filhos, somos o alicerce da vida de alguém. E isso não é uma tarefa linear, porque joga com fatores externos, com situações que não podemos controlar e que temos que gerir à medida que vão acontecendo. Obviamente que os valores que transmitimos são muito importantes no contributo para que se os nossos filhos sejam Bons seres humanos. Contudo, apesar dessa parte integrante e fundamental da missão construtiva, há pequenas coisas que se vão fazendo à medida da personalidade de cada um.

 

A missão de educar alguém é uma montanha-russa de emoções, para a qual todos os pais compram bilhete a partir do momento em que sabem que vão ter um filho. É um caminho que se vai percorrendo à medida do crescimento dos nossos bebés. Penso que cada bebé é único, assim como a criança, o jovem e o adulto em que se irão tornar. A educação que cada um dá aos seus é, por isso, algo que varia de casa para casa. O que está certo numa família, poderá não resultar noutra, nem tem que resultar, porque somos todos diferentes – pais e filhos.

 

No entanto, julgo que neste caso o mais importante é o resultado final. Parte da magia de sermos pais é essa, que consigamos cumprir a tarefa de criar e ajudar a crescer Seres Humanos que tornem o mundo melhor. O meu intuito não é criar um ser humano formatado, ser livre é algo que prezo e um dos valores que pretendo passar ao Manel. Não precisamos de criar prémios nobéis da paz, cientistas que vão revolucionar o mundo, nem alguém que se vá destacar publicamente… Aos nossos olhos é certo que irão ser sempre os melhores e seja o que for que façam vamos sempre ter orgulho neles. Tornar o mundo melhor é possível apenas com um simples gesto de bondade, com um sorriso ou com um abraço. Não precisamos de educar Madres-Teresas de Calcutá tão pouco, mas Seres bons, genuínos e decentes para com os outros já é uma boa conquista que, a meu ver, ajudará muito a mudar o Mundo.

 

Lanço-me nesta jornada educativa sem regras nem pontos predelineados. Sigo nesta aventura apenas com o fundamental em mente. O fundamental é criar uma criança feliz, oferecendo-lhe os valores e as bases necessários para que se torne num Homem Bom, Honesto e Correto para com os outros. Julgo que se fizer isto, independentemente da forma como o irei fazer, terei cumprido a missão a que me propus. Porque o conteúdo é que interessa e às vezes acho que o do Mundo, embora de aspeto reluzente, está um bocadinho podre.

 

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