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alfacinha

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Ser Mãe # 2 - Instinto

Lisboa, 1 de setembro de 2016

 

A maternidade é uma aventura e os primeiros dias são aguardados com excitação durante a gravidez. Sempre gostei de bebés, sempre quis ser mãe e um dos meus maiores medos antes de engravidar era não ter a possibilidade de o ser. Apesar de sempre ter tido contacto com bebés e de ter tratado de alguns, nunca tinha pegado num recém-nascido antes de ser mãe.

Durante a gravidez comecei a pensar se seria capaz de tratar do meu bebé, se não ir morrer de medo de o deixar cair, se me ia ajeitar a pegar-lhe ao colo, a dar-lhe de mamar, a dar-lhe banho…. Enfim uma lista extensa de receios que se abatem sobre a cabeça de nós mulheres, estejamos grávidas ou não. Como mãe de primeira viagem estava ansiosa para descobrir como é que ia ser, mas o receio de não ser capaz estava sempre lá a piscar-me o olho.

No entanto, a maternidade é algo mágico e assim que o Manuel nasceu e o puseram no meu peito soube que ia ser capaz. O instinto maternal é um sentimento muito difícil de explicar. É aquele bichinho que se apodera de nós e nos transforma em supermulheres sem darmos conta. E é sem darmos conta que estamos a fazer todas as coisas das quais tínhamos tanto medo, com uma perna às costas, sem pestanejar nem por um segundo. As mãos que pensávamos trémulas são as mãos mais estáveis do mundo, o colo que tínhamos receio de não saber dar é o ninho mais cobiçado de todos. E é assim num “Ai” que o instinto se apodera de nós e nos dá a capacidade de tratar de um bebé, dormindo poucas horas por dia, com a sensação de termos sido atropeladas por um camião TIR​, mas com o coração muito cheio. É esse instinto fabuloso que permite às mães tomarem mais decisões durante o dia do que qualquer C.E.O de uma empresa multinacional. Claro que ser mãe não é só instinto, obviamente que há coisas que ​aprendemos a fazer, dúvidas que se esclarecem com a ajuda do pediatra, dos nossos pais, da internet... Contudo, a maior parte das decisões que tomo no dia-a-dia são baseadas nesse instinto. E por mais incrível que possa parecer, o instinto maternal acaba por ser sempre o caminho correto. Obviamente que todas as decisões importantes são discutidas com o pai e na maior parte das vezes peço a opinião dos avós, mas até agora nem é nessas decisões que o instinto maternal se tem manifestado. Por enquanto é nas pequenas coisas do dia-a-dia que o vivo, graças à natureza mágica das coisas.

Pode-se dizer que o instinto maternal é como uma garantia da sobrevivência da espécie humana, como uma rede nos saltos de trapézio, mas muito mais fantástica do que qualquer número circense. É a salvaguarda da saúde mental da mãe e a reserva de energia extra que permite chegar ao fim do dia em pé, sem ter caído para o lado. Acima de qualquer e outra coisa, o instinto maternal é o “clique”, é o cair da ficha que transforma mulheres em heroínas, heroínas em mães. 

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