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alfacinha

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4 meses: Sopas e sapinhos

É setembro e o meu bebé já tem quatro meses, uma lembrança de como o tempo passa rápido. De agosto para setembro as mudanças foram muitas.

O Manel já bebe biberões, já come sopa e já passou pelo inferno dos sapinhos. Se antes de ir de férias já tinha uma vasta parafernália de artigos de puericultura, um mês depois parece que duplicou. Cá em casa deu-se o milagre da multiplicação dos biberões implicando, por isso, esterilizações constantes. O leite em pó esgota-se à velocidade da luz e aquela colherzinha para medir dá cabo do juízo a qualquer santo. No entanto, é tudo encarado com a maior tranquilidade e felicidade porque ele aceitou muito bem o biberão.

Com felicidade não foi encarado o ataque de sapinhos. Os sapinhos, um fungo oral que ataca grande parte dos bebés causando grande desconforto, é uma tortura para eles e um martírio para nós. Para eles porque são invadidos por um desconforto que não sabem exprimir e para nós porque os vemos a chorar num sufoco de cortar a respiração (a deles e a nossa). Contudo, depois de umas quantas aplicações da pomada milagrosa Daktarin, o bicho desapareceu e o nosso bebé voltou. Voltou um bebé mais sereno, sendo que ainda tem os seus momentos intempestivos, mas aquele choro de dor e desespero foi se embora. O choro de fome é que continua a ser capaz de deitar um apartamento abaixo Assim que lhe dá a fome tem que ter o seu biberão pronto e à mão de semear.

E se depois da tempestade vem a bonança, depois dos sapinhos veio a sopa. Já reposto da sua crise de batráquios, foi altura de introduzir a sopa. Confesso que estava desejosa de lhe dar sopa pela primeira vez, mas tinha algum receio de que o processo de transição do leite para a sopa não corresse bem. As experiências de amigas, familiares e até mesmo dos avós do Manel permitiram-me que fosse à espera de todos os cenários. Por isso, uns dias antes do Manel fazer quatro meses lá fui eu investigar na internet dicas sobre a alimentação do bebé. Este artigo do blog Camomila Limão foi uma ajuda preciosa! Armada de uma dose extra de paciência, o repertório das músicas infantis em dia e cheia de vontade de lhe dar de comer pela primeira vez lá fui eu fazer a primeira sopa do Manel. Optei por este creme de cenoura, porque ia ao encontro do que a pediatra tinha sugerido. Estava à espera de tudo Desde ser borrifada com sopa até uma birra monumental, mas também ia com um bichinho que me dizia que ele ia ser bom garfo. E não é que o bichinho estava certo? Comeu praticamente tudo à primeira, e das vezes seguintes comeu tudo. Claro que temos que fazer uma pequena paragem, sendo que perdi a conta ao número de vezes que cantei o “Doidas doidas doidas andam as galinhas” esta semana, mas até agora ele come muito bem e uma criança que não come bem pode ser um verdadeiro desafio para os pais. Entretanto já comeu fruta, e o meu coração ficou cheio ao ver o meu pedaço de gente a espernear de contentamento enquanto saboreava a sua primeira pêra.

E é assim que os dias vão correndo, ele crescendo todos os dias mais um bocadinho e nós apreciando cada detalhe novo que chega a cada dia que passa, ansiosos por cada novidade e cada conquista. De um dia para o outro vira-se de barriga para cima com uma facilidade monstra ou apoia-se nas mãos e rasteja com um bocadinho mais de ligeireza. O brutus é o seu melhor amigo e os episódios de lambuzadelas são cada vez mais recorrentes. Lembrarmos-nos que o tempo passa a correr permite-nos viver as coisas com mais vontade, não deixando nada por fazer nem nenhuma música por lhe cantar. Olhar para ele e vê-lo crescer é a certeza absoluta de que pouco tempo passa por vezes a correr.

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