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alfacinha

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Baby Look #1 - 6 formas de utilizar uma camisa de xadrez

Há muito que andava para fazer um post sobre as toilettes do petiz cá de casa. 

Para além de adorar moda de senhora, tenho um fraquinho assumido por roupa de bebé e de criança. 

Já tive a breve experiência de ter uma marca de roupa para bebé e criança, mas abandonei essa ideia por uns tempos, por vários motivos. 

Sendo o meu gosto pela costura já bem conhecido (dispensando por isso apresentações), não é de espantar que grande parte do guarda-roupa do Manel seja feito por mim. 

Já expliquei aqui porque é que costurar para o nossos filhos é uma ideia que defendo e pela qual sou apaixonada, sendo que nem todos têm que gostar de o fazer. A mim é algo que me dá muito prazer, servindo simultaneamente dois propósitos: o de vestir o Manel e o de poder,  mais tarde, partilhar convosco a forma como fiz as peças. 

No entanto, há muitas peças que não faço,  seja por falta de tempo, ou porque há alternativas que acabam por compensar mais. 

Tento comprar com alguma consciência e tendo sempre alguma atenção o país no qual foram feitas as peças, tanto naquilo que compro para o Manel como naquilo que é para mim. 

Aposto na época de saldos para comprar uma ou outra peça mais cara e posso-vos dizer que já fiz verdadeiros achados! 

No que toca ao "estilo" de roupa que visto ao Manel, opto por misturar peças clássicas com outras mais "modernas". 

Gosto muito de camisas e essas são quase todas feitas por mim, assim como alguns fofos, tapa-fraldas e jardineiras. 

Quando posso faço uma ou outra peça em tricot, mas ultimamente tem-me faltado o tempo para me dedicar a essa actividade. 

No entanto, a minha tia Luzinha faz uma ou outra peça para o Manel e de momento está entretida a fazer-lhe um colete. 

Apesar de adorar as peças mais clássicas, não dispenso outras mais modernas e acho que para andar em casa ou na creche/escola um bebé deve estar confortável para conseguir mexer-se bem. Aposto, por isso, na mistura de partes de baixo em malha jersey (calças ou jardineiras) com camisas ou as famosas golinhas que dão logo um ar mais composto a qualquer conjunto. 

Adoro fatinhos em tricot, seja de duas peças ou de corpo inteiro, porque são confortáveis mas amorosos ao mesmo tempo. Acho que são uma excelente opção para os primeiros tempos, sobretudo se for numa altura do ano mais fria. Por enquanto o Manel ainda fica querido com eles e aproveito para os vestir ao máximo. 

Não sou muito fã de vestir fato-treino ou babygrow durante o dia, mas também acho que deve haver um compromisso entre o confortável e o bonito, sendo que não acho particular graça a golas gigantescas e folhos descomunais. 

Hoje trago-vos seis toilettes do Manel, que têm como base a mesma camisa de xadrez. O molde desta camisa é este, sendo que modifiquei a gola e fiz uma prega na parte da frente, daqui a algum tempo partilharei o tutorial de uma camisa deste género. 

Optei por colocar punhos elásticos e molas atrás porque torna o vestir e despir muito mais simples. 

Espero que gostem destas propostas, algumas para andar "por casa" e outras mais compostinhas para os dias de passeio. 

 

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 Casaco de Malha - Pó de Talco; Jardineiras - feitas por mim (molde Marie Claire Ideés)

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Fofo - feito por mim (molde ohmotherminediy); Sapatinhos - Pés de cereja; Collants - Condor

 

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Jardineiras Malha Jersey - Benneton (Colecção Outono/Inverno 16); Pantufas: H&M (Colecção Outono/Inverno 16)

 

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Jardineiras - Zara Mini (Colecção Outono/Inverno 16 - Há umas muito parecidas de verão); Casaco Tizzas (El Corte Inglés) - Saldos Outono/Inverno 16

 

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Calças Tricot - feitas por mim (tutorial ohmotherminediy); Casaco Malha Zara Mini (Colecção Outono/Inverno 16); Pantufas: H&M (Colecção Outono/Inverno 16)

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Jardineiras - Zara Mini (Colecção Outono/Inverno 16); Casaco Malha Zara Mini (Colecção Outono/Inverno 16)

 

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As expressões do Manel #2

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Há fotografias que, não sendo tecnicamente perfeitas, o são por aquilo que transmitem. 

Porque a vida tem movimento e, às vezes, é impossível congelar de forma imaculada os sentimentos que ela nos transmite. 

É o caso desta foto que o meu pai tirou ao Manel - quando olho para ela são vários os possíveis títulos que me ocorrem!

 

1-Passou-se da Marmita

2-Fritou a Pipoca

3-Maluquinho de Arroios

4-O Vândalo

5-O Demo que em mim habita

6-BOOM BOOM shake the crib

7-O grito do Ipiranga

8-Braveheart

9-Estalou-lhe o Verniz

10-O ditador fofo

 

Mesmo desfocada fez-me rir desalmadamente e às vezes é só isso que interessa. 

São muitas as vezes em que o conteúdo vale mais do que a forma, mesmo para quem adora estética e coisas bonitas. As coisas bonitas são as que nos fazem rir até cair para o lado e as que nos fazem viver de coração cheio. 

Bonito é viver com o privilégio de ver alguém crescer com todas as expressões que o mundo nos faz sentir.

 

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Mommy Meals #14 - Douradinhos saudáveis

Esta receita já anda para ser publicada há muito tempo, mas por um motivo ou outro acaba sempre por ser passada para trás, sem nenhum motivo em particular, porque estes douradinhos saudáveis, feitos no forno e com peixe escolhido por nós, são deliciosos e uma excelente opção para os mais pequenos ou para os menos amigos de peixe. 

Falo por mim que mesmo adorando peixe grelhado na brasa tenho uma certa dificuldade em manter o número de refeições de peixe que devia. 

É certo que há opções maravilhosas e não falta variedade de escolha, mas vejo-me sempre encurralada entre o bacalhau e o bacalhau. Vivendo num país onde o peixe é sublime é um "pecado" não o aproveitar como deve ser. Mas, pecaminoso e proibitivo pode ser o preço do peixe fresco e por isso a receita de hoje é feita com lombinhos de pescada congelados, uma opção ligeiramente mais em conta. 

No entanto, fica também a sugestão de utilizarem peixe fresco ao invés de congelado, sendo que fica divinal com filetes de bacalhau fresco (lá estou eu) ! Esta receita é sobretudo a pensar nos mais pequenos e com o Manel em mente (começou a introdução do peixe e não está a ser muito fácil) que hoje vos deixo esta receita de douradinhos no forno, mais saudáveis e a meu ver mais saborosos que os de compra. 

 

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Douradinhos saudáveis

Para seis douradinhos médios

 

Ingredientes:

 

-6 lombinhos de pescada

- 2 dentes de alho

- Sumo de 1 limão 

- Sal q.b

-Leite q.b

- Pão ralado q.b

- 2 ovos grande

-Leite q.b

- Margarina q.b

 

Modo de preparo:

 

1-Tempere os lombinhos com o sal e deixe tomar gosto durante uma hora ou de preferência durante mais um bocado (durante a noite no frigorífico por exemplo). 

 

2- Quando for fazer os douradinhos tempere com o sumo de limão e o alho finamente picado.

 

3- Enxugue ligeiramente os lombinhos com papel de cozinha e passe-os primeiro por farinha, depois pelo ovo ligeiramente batido com um pouco de leite e temperado de sal e por último pelo pão ralado. Volte a passar pelo ovo e depois pelo pão ralado de forma a ficar com uma capa super crocante. Coloque os lobinhos num tabuleiro de ir ao forno, forrado com papel vegetal e com uma noz pequena de margarina em cima de cada um dos lombinhos. Leve ao forno pré-aquecido a 180º . Retire do forno quando estiverem bem douradinhos e sirva com salada russa ou puré de batata.

 

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Sugestão: Se quiser pode utilizar pão ralado com ervas ou tempera-lo com ervas a seu gosto, por exemplo com salsa ou coentros.

 

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Doces #8 - Meia-Lua Folhada

Fim-de-semana é muitas vezes sinónimo de almoços/jantares de família e amigos e não há nada melhor do que terminá-los com uma boa sobremesa caseira. 

Não preciso de desculpas para fazer uma sobremesa, mas esta é tão rápida de fazer que me retira as que pudessem aparecer pelo caminho. Além disso, é sempre bom partilhar calorias com aqueles de quem mais gostamos, certo?   

Esta meia-lua folhada faz as delícias de qualquer um e, ainda por cima, faz-se num abrir e fechar de olhos. Escolhi recheá-la com doce de ovos, mas sintam-se à vontade para utilizar outro recheio que prefiram, parece-me que deve ficar muito bom com chantilly e fruta fresca. 

A somar ao factor delícia em três tempos acresce o lado "dois em um" desta receita: como só utilizam metade do disco de massa folhada podem utilizar logo a outra metade, por exemplo numa receita salgada que se quiserem podem fazer na hora para comer logo ou congelar para uma outra ocasião.  

Experimentem esta pequena maravilha e deliciem-se!

 

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Meia-Lua Folhada

Para cinco/seis pessoas depende da gulodice de cada um

 

Ingredientes:

 

- 1 disco de massa folhada (utilizei de compra)

- seis gemas de ovo

- 200 gramas de açúcar + 100 gramas de açúcar

- 50 ml de água

-raspa de meio limão

- 100 gramas de amêndoas laminadas 

 

Como fazer:

 

1 - Corte o disco de massa folhada ao meio, coloque uma das metades num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno, previamente aquecido a 180º, até a massa estar cozida. Quando a massa estiver bem lufada (com o triplo do tamanho e bem douradinha), retire do forno e deixe arrefecer.

 

2 - Faça o creme de ovos. Para tal, bata ligeiramente as gemas e leve ao lume os 200 gramas de açúcar e a água até o açúcar ficar completamente dissolvido. Fora do lume, "tempere" as gemas com a calda de açúcar mexendo sempre com uma vara de arames para não talhar o creme. Depois de estarem "temperadas" junte o resto da calda e leve ao lume até o creme engrossar, sendo que deve ficar com uma consistência nem demasiado dura nem muito fluída. Adicione a raspa de limão e envolva bem.Reserve.

 

3 - Quando estiver frio abra o disco de massa folhada com uma faca de serrilha e recheie com o creme de ovos, tape com a outra metade do disco e reserve.

 

4 - Faça o caramelo para decorar a meia-lua. Leve os 100 gramas de açúcar ao lume até obter um caramelo de cor âmbar/dourada, tenha atenção pois é um processo muito rápido. Decore a meia-lua com o caramelo e com as amêndoas laminadas. 

 

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Capa Almofada Cadeira da Papa - D.I.Y

Uma nova semana, um novo DIY. E num dia cheio de sol, trago-vos um DIY com muita cor. 

Pelo menos foi pela cor que escolhi o tecido para o projecto que hoje vos proponho. 

Apaixonei-me por este plastificado branco com riscas turquesa, e tinha o trabalho perfeito para o utilizar por isso trouxe-o comigo para casa. E que trabalho é este - perguntam-me vocês, caros leitores? É nem mais nem menos do que uma capa de almofada para a cadeira da papa do Manel.  

A cadeira do Manel é uma daquelas básicas do IKEA (modelo ANTILOP) que até agora nos tem servido na perfeição. 

Quando compramos a cadeira também trouxemos a almofada e o respectivo forro, que não deixa de ficar completamente imundo após cada refeição. 

Percebi pelo dia a dia que precisava de um forro substituto entre lavagens e foi então que me lembrei de fazer eu mesma uma outra capa. Podia ter ido comprar uma igual, mas para além de ficar com dois itens iguais ficava pendurada com uma almofada extra – os itens são vendidos em conjunto. 

Lembrei-me então de utilizar tecido plastificado, porque já que ia gastar tempo a fazer o forro ao menos depois me poupava-me o tempo das lavagens. 

Apesar do nome do projecto ser comprido, a sua confeção é rápida e simples. De tal forma que comecei e acabei a capa numa sesta matinal do Manel, tendo cortado as peças do molde  na noite anterior. 

 É um DIY muito divertido de fazer e ficamos com vontade de fazer mais e mais e mais, sobretudo se tivermos uma paixão por tecidos e nos depararmos com a variedade de tecidos plastificados que hoje em dia existem à venda. Comprei este na At Home, mas podem encontrar outros exemplares igualmente bonitos no Atelier da Tufi, na Cinco do Dez, na Pra Kriar... É só mesmo ir à procura e tentar não trazer tudo para casa!  

Se utilizarem tecido plastificado, o custo final do projecto acaba por ficar um bocadinho acima do preço de uma capa do IKEA. No entanto, a meu ver acaba por compensar porque não é necessário estar sempre a lavar à máquina e limpando com um pano húmido ou até mesmo com uma toalhita fica impecável outra vez.   

Fiquei de tal forma apaixonada por esta capa, tanto pelo tecido como pelo factor lavagem, que uso-a como capa principal destronando a original... 

 Este é um projecto que vão adorar se forem fãs de artigos úteis e que facilitam o dia-a-dia, sendo que a somar ao prático ainda ficam com uma peça original e única feita por vocês! 

Espero que gostem, caso surja alguma dúvida coloquem-na na caixa de comentários, terei todo o gosto em vos esclarecer.  

 

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Capa Almofada Cadeira da Papa

Nível: Fácil

Tempo de Execução: 1h30 sem pausas, 2 H com um cafezinho pelo meio

 

Materiais/Aviamentos: 

-50 cm de tecido plastificado  

-55 cm de fecho éclair 

-25 cm fita de viés ou de nastro 

-Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...  

Molde Capa Almofada Cadeira Papa.pdf

 

 

Plano de Corte: 

Tecido Plastificado: 

 

Cortar com o tecido dobrado: 

Peça A: Cortar 2 Vezes na dobra do tecido

Peça B: Cortar 2 Vezes 

OU 

Cortar com o tecido singelo: 

Peça A: Cortar 2 vezes espelhando o molde de forma simetrica

Peça B: Cortar 4 vezes 

 

Notas: Para obterem o molde da capa da almofada basta clicar na hiperligação e transferir o ficheiro para o vosso computador, depois é só imprimir. Quando imprimirem o molde tenham o cuidado de imprimir em tamanho real ou "actual size", para confirmar se a impressora está a imprimir correctamente devem ir às suas propriedades.  

Aconselho a lerem com atenção todo o tutorial antes de começar a sua execução. 

O molde da capa da almofada é constituído por três peças que formam um dos lados da capa da almofada. As peças que o compõem são a peça central A e duas peças laterais B.  

Indico no molde aonde começa e acaba o fecho. Estas marcações indicam o princípio e o fim do fecho, sendo que o fecho deve ser um pouco maior para que quando o for coser possa ter um pouco de "excesso de fecho" de forma a colocar o cursor para fora da costura, facilitando muito o trabalho. 

A peça A do molde é apresentada em duas folhas, pelo que devem unir a peça com fita cola juntando as setas desenhadas no molde, tal e qual como se fosse um puzzle. 

Apesar de ser um pouco mais caro, optei por escolher tecido plastificado para fazer a minha capa porque desta forma não preciso de estar sempre a levar à máquina. Na minha opinião, mesmo ficando um pouco mais caro vale muito a pena, porque é um descanso não ter que estar sempre a preocupar-me com a sujidade – basta passar um pano húmido ou uma toalhita e fica impecável. No entanto, podem optar por utilizar um tecido mais barato (algodão, mistura de algodão e poliéster...). 

Para os pespontes em tecido plastificado gosto de utilizar vaselina para garantir uma costura fluída e um pesponte perfeito, podem utilizar creme hidratante se preferirem ou papel vegetal. 

 

Como fazer: 

 

1-Cortar e marcar

 

Corte as peças do molde de acordo com o plano de corte e transfira as marcações para o fecho e para as argolas do cinto. 

 

2 -Unir as peças da capa: 

 

Costure as laterais da capa (peça B) à parte central (peça A). Para tal, junte as peças pelas laterais, direito com direito, e cosa à máquina. Repita o mesmo processo para o outro lado da capa. Devem resultar deste passo duas peças idênticas, os dois lados da capa da almofada. 

 

 

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3- As argolas  do passa-cinto 

 

Para as argolas do passa-cinto, pode utilizar fita de nastro ou então fita de viés. Caso utilize fita de viés, deve dobrar a mesma ao meio no sentido do comprimento e pespontar unindo a mesma. Tanto para a fita de viés como para a fita de nastro, corte dois pedaços de 12 cm e dobre ao meio formando uma argola. Costure as duas argolas a um dos lados da capa seguindo as marcações presentes no molde. 

 

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4- Coser o fecho à capa  

 

Comece por sobrepor o fecho a um dos lados da capa da almofada, o direito do tecido deve estar virado para cima e o fecho fechado com os dentes voltados para baixo. Faça coincidir o fecho à base da capa guiando-se pelas marcações presentes no molde, sendo que o fecho deve ser um pouco maior de forma a permitir colocar o cursor para "fora" da costura do fecho. Utilize um calcador para fechos e costure um dos lados do fecho a um dos lados da capa, sendo que deve terminar a costura na marcação presente no molde.

 

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Sobreponha o outro lado do fecho à base do outro lado da capa e cosa-o à mesma, guiando-se pelas marcações do molde e unindo as capas pelas laterais.  No final, deve ficar com os dois lados da capa unidos pelo fecho.  

 

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Faça um pesponte na costura do fecho: para ser mais simples comece por pespontar um lado e depois o outro (com o cursor fora do caminho naquele excesso); depois basta colocar o cursor para dentro do fecho e pespontar o topo e o final da costura do fecho – pode realizar um costura de topo no interior de forma a fechar bem o fecho, depois pode cortar o excesso de fecho. 

 

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5 – Coser a capa 

 

Comece por abrir o fecho. Una os lados da capa fazendo coincidir os seus contornos, direito com direito, fixe com alfinetes e costure à máquina desde o principio da costura do fecho até ao final, seguindo todo o contorno da capa. 

 

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Realize pequenos cortes em "v" nas partes curvas da capa e abra as costuras com os dedos. Apare as costuras com uma tesoura em zig-zag e volte o trabalho para o direito. 

 

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Assente as costuras com as mãos para que fiquem bem direitinhas. A capa está pronta, agora basta vestir o enchimento e passar o cinto pelas argolas!

 

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Sopa #3 - Sopa do Aconchego

Sabem aqueles pratos que nos transportam para outros lugares?São os meus preferidos. Estou sempre a falar deles, mas a verdade é que a cozinha faz muito mais sentido se tiver o sabor das memórias.  

Esta sopa é mais um desses pratos, levando-me directamente para a minha infância, com todo o sabor que as memórias e a cozinha podem ter. 

É uma sopa robusta, perfeita para os dias chuvosos de inverno e serve perfeitamente como refeição. 

Quando a como é impossível não me sentir aconchegada e abraçada, como se fosse pequenina e estivesse à mesa com os meus avós.  

Gosto dela a fumegar, acabada de sair do fogão, quase a fazer a minha língua latejar. 

Faz-me lembrar um pouco a sopa da pedra, mas para além das diferenças nos ingredientes é menos aperitiva e mais leve. 

Na confecção podem utilizar feijão manteiga ou feijão vermelho como base, sendo que com o feijão manteiga a sopa fica mais cremosa e com o vermelho fica com um sabor um pouco mais denso. Seja qual for o feijão que escolherem, vão deliciar-se com esta sopa invernal, perfeita para um jantar de Domingo. É aos Domingos que a minha mãe a faz, sendo perfeita para acabar o fim-de-semana com chave de ouro.

Não deixem de experimentar e digam-me o que acharam! 

 

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Sopa do Aconchego 

(serve oito doses de sopa mais ou menos)

 

Ingredientes: 

 

-3 Batatas médias 

-1 cebola média 

-1 lata de feijão vermelho ou manteiga 

-1 courgette média 

-1 alho francês pequeno 

-2 cenouras grandes 

-1 couve coração média 

-¾ chávena de massa cotovelos 

-1 dente de alho grande 

-1 colher de chá de massa de pimentão 

-Sal q.b 

-Azeite q.b 

-5 rodelas de chouriço 

4 raminhos pequenos de hortelã 

 

Modo de preparo: 

 

1-Comece por arranjar os legumes: descasque e corte as batatas, as cenouras, a courgette e a cebolas em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho; corte o alho francês às rodelas e parta as folhas da couve em pedaços pequenos (que sejam do tamanho de uma colherada).  Reserve a couve e leve o resto dos vegetais a cozer numa panela com água (a água deve cobrir bem os vegetais). Tempere com sal, azeite, massa de pimentão e adicione metade da lata de feijão. 

 

2-Quando os vegetais estiverem bem cozidos triture a sopa até obter um puré fluido e cremoso, caso seja necessário adicione mais água. Junte a massa cotovelos, as rodelas de chouriço picadas finamente, a couve partida e a hortelã. Deixe cozinhar até a massa estar al dente e a couve tenra, sirva bem quente.

 

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Como costurar um nécessaire? - D.I.Y

Não dou especial importância ao dia dos namorados. Estados civis à parte, acho que a data é mais um apelo ao consumismo do que outra coisa. No entanto, tudo me parece uma boa desculpa para um DIY e por isso aproveitei a ocasião e fiz um nécessaire para oferecer ao Francisco. Para além disso, andei a ver o registo de DIY'S do blog e pareceu-me que haver falta de artigos para homem. Para colmatar essa lacuna, escolhi fazer um nécessaire aonde eles podem guardar os produtos de higiene quando vão em viagem ou até mesmo em casa.

Para criar uma peça especial, decidi utilizar uma boa imitação de pele e forra-lo com um tecido xadrez verde escuro em algodão. Adorei a combinação de materiais e acho que o Francisco também ficou satisfeito com o resultado. Podem utilizar outros tecidos que gostem e até mesmo adaptar o modelo a senhoras (acho que o tamanho é bom para guardar maquilhagem por exemplo). 

Este modelo de nécessaire é muito fácil e rápido de fazer, perfeito tanto para iniciantes como para costureiras já mais aventuradas. Em termos de tamanho é um nécessaire médio e para homem dá perfeitamente para os produtos do dia-a-dia. Este modelo é facilmente adaptável a outros tamanhos, sendo que basta aumentar ou diminuir as medidas do rectângulo inicial para conseguir um tamanho final maior ou menor. 

Aproveitem este final de semana chuvoso e frio para costurar uma peça única para a vossa cara metade. Ou então guardem o projecto para outra altura do ano, porque o dia dos namorados é como o Natal: é quando nós quisermos! Se tiverem alguma dúvida não hesitem em colocar as vossas questões na caixa de comentários. Um bom final de sábado, com ou sem costuras, com ou sem namorados!

 

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Como costurar um nécessaire? - D.I.Y

 

Materiais/Aviamentos:

 

-Tecido para o exterior (uma napa de qualidade, pele ou outro da sua preferência) 

-Tecido para o forro (podem utilizar um tecido em algodão ou um tecido impermeável) 

-Fecho éclair com 35 cm de comprimento e cursores (sugiro que comprem a metro) 

-Agulha para pele 

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar... 

 

 

Plano de Corte:

 

Corpo do Nécessaire

 

Tecido Exterior e Tecido interior 

Cortar com o tecido singelo:

Um rectângulo com as seguintes dimensões: 

31 cm X 53 cm  

(valores de costura incluídos) 

 

Presilhas laterais

Tecido Exterior

Cortar com o tecido singelo:

Um rectângulo com as seguintes dimensões: 

5 cm X 11 cm  

(valores de costura incluídos)

 

Notas: Para o tecido exterior escolhi utilizar uma napa que imita a pele na perfeição, pois achei que não valia a pena utilizar pele verdadeira. Apesar de ter cosido a maior parte do nécessaire com uma agulha para máquina normal, julgo ser melhor utilizar uma para pele ( nº80/90). Sugiro que comprem o fecho a metro, porque para além de sair mais em conta permite que arranjem um fecho adequado ao tamanho que querem. O fecho deve ser sempre ligeiramente maior do que o trabalho aonde o vão aplicar, porque é mais fácil aplica-lo se sobrar um pouco de fecho de forma a colocar o cursor fora da costura. Podem utilizar um ou dois cursores, mas eu gosto muito de utilizar dois porque facilita a abertura. As medidas mencionadas já contém valores de costura incluídos, sendo os mesmos 1,5 cm.

 

Como fazer:

 

As presilhas laterais:

 

Dobre o rectângulo ao meio no sentido do comprimento fazendo uma pequena dobra (0,5 cm) nas laterais. Cosa a lateral pelo direito, "apanhando" na costura as duas dobras que fez. Pesponte a lateral aonde fez a dobra.

 

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O exterior do nécessaire:

 

1 - Corte os tecidos de acordo com o plano de corte. Comece por costurar o fecho a um dos lados menores do rectângulo em tecido exterior, para tal coloque o tecido com o direito para cima e os dentes do fecho voltados para baixo. Depois de ter costurado este lado à máquina, dobre o rectângulo de forma ao outro lado ficar sobreposto à outra parte do fecho, costure-os. Abra o fecho, coloque o cursores "fora do caminho" e faça um pesponte à máquina a alguns milímetros do centro do fecho. Coloque os cursores "para dentro" e corte o excesso de fecho à medida do rectângulo.

 

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2- Cosa as presilhas ao corpo do nécessaire. Dobre-as a meio e posicione cada uma nas pontas do fecho, costure a 0,5 cm das laterais.

 

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3 - Vire o trabalho do avesso e mantenha o fecho aberto, as presilhas devem ficar viradas para dentro. Centre o fecho e fixe as laterais do rectângulo com alfinetes, cosa esta laterais à máquina e mantenha o fecho aberto. 

 

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4 - Para dar forma ao rectângulo e transforma-lo num nécessaire, devem-se coser o cantos como que criando uma caixa. Para tal, pegue num dos cantos do rectângulo, de forma a ficar com um triângulo. Marque 5 cm a partir do princípio da costura lateral e trace uma linha paralela à costura, a passar por esta marca, que meça 10 cm. Realize uma costura à máquina sobre a linha que desenhou. Repita o mesmo processo com os outros três cantos do rectângulo. Corte o excesso de tecido dos cantos e volte o nécessaire para o direito. 

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O forro do nécessaire

 

1 - Relize uma dobra de 1,5 cm (valor de costura) nas laterais mais curtas do rectângulo em tecido do forro e assente-as com o ferro de engomar. A dobra deve ser feita para o lado que irá ser o verso do forro, ou seja, o verso do tecido.

 

2 - Dobre o rectângulo ao meio, tendo as dobras como referência de centro (como se fosse o fecho).  Fixe as laterais do rectângulo com alfinetes e cosa-as à máquina.

 

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3 - Para dar forma ao rectângulo e transforma-lo no forro do nécessaire, devem-se coser o cantos como que criando uma caixa. Da mesma forma que fez para o exterior, pegue num dos cantos do rectângulo, de forma a ficar com um triângulo. Marque 5 cm a partir do princípio da costura lateral e trace uma linha paralela à costura, a passar por esta marca, que meça 10 cm. Realize uma costura à máquina sobre a linha que desenhou. Repita o mesmo processo com os outros três cantos do rectângulo. Corte o excesso de tecido dos cantos e volte o forro do nécessaire para o direito.

 

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Cosa o forro ao nécessaire

 

1 - Com o exterior do nécessaire do avesso e o forro do direito, coloque o exterior do nécessaire dentro do forro como se estivesse a "vestir" o exterior do nécessaire. Una ambos pelo fecho com uma costura invisível à mão, sugiro que se guie pela costura do fecho. 

 

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É sexta-feira, trabalhei a semana inteira!

Hoje seria dia de publicar um DIY, mas a falta de tempo levou-me a reescalonar os posts do blog. Gosto de manter uma certa coerência naquilo que aqui apresento e gostaria de colocar dois DIY por semana. Mas, a vida não é perfeita e às vezes temos de reorganizar as coisas porque o mais importante é mesmo sorrir e aproveitar todos os momentos com alegria.

Hoje não há DIY, mas amanhã se tudo correr bem vai cá estar à vossa disposição. Talvez haja outro no domingo, como se de um brinde se tratasse. Ou então é mais uma receita cá de casa ou outra coisa qualquer que me faça sorrir. Porque este blog é um projecto que me dá trabalho, é uma aventura, um sonho e uma loucura. Mas dá me acima de tudo uma alegria imensa, enche-me a alma e apazigua-me o espírito. O mais interessante é algo que faço para outros me dar a mim tanto. E, por agora,isso já é suficiente para me fazer continuar.

Hoje ficam umas fotografias de uma manhã chuvosa, aonde o banal do dia-a-dia é transformado por brincadeiras com o Manel. Porque a vida não é perfeita, nem deve a meu ver ser. Já momentos perfeitos existem, basta os querermos ver. Bom fim-de-semana!

 

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Ser mãe #6 - 5 mudanças e a minha metanoia

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A chegada de um bebé implica um sem número de mudanças na vida de qualquer pessoa. Algumas dessas mudanças são mais óbvias, outras só acontecem a alguns, outras são tão nossas como o bebé que as trouxe. Durante estes nove meses foram várias as coisas que mudaram na minha vida, algumas serão por um tempo mais ou menos limitado pela idade do Manel e outras ficarão para sempre como parte integrante dela. 

Há mudanças que chegam pela necessidade do agora e que, com o crescimento dos nossos bebés, dão lugar a outras. 

No entanto, há outras que nos transformam e  que, não nos fazendo diferentes na nossa essência, dão outra perspectiva à nossa vida. Não se trata de mudar o feitio ou a forma de estar depois de ser mãe, mas é inevitável que a maternidade dê uma dimensão diferente à vida. A consequência desta nova dimensão  é a forma como passamos a encarar o dia-a-dia, os seus dilemas e a vida em geral. 

Acredito que a estas mudanças se venham juntar outras, seja com o crescimento do Manel ou com a chegada de outros filhos. 

Acredito que, não me definindo como pessoa,  algumas fazem agora parte do meu ADN. 

O certo é que a maternidade é uma obra de arte que eleva ao máximo o expoente feminino e que estas mudanças são como "rugas da alma", ficam para sempre e são minhas. 

Aceito-as e vou estimá-las, porque, para além de resultarem do melhor que a vida me deu, sinto que enriqueceram extraordinariamente a minha forma de estar.    

  1. O tempo  

Tic-tac , Tic-tac! O tempo não para quando se tem um filho, e parecendo algo óbvio não deixa de ser fabuloso o valor que hoje em dia lhe dou. O tempo é todo virado, em grande parte, para o Manel. É natural e um prazer usufruir dele com ele, mas se é tão verdade que não há nada melhor no mundo do que os aproveitar ao máximo também é verdade de que qualquer mãe precisa de tempo para si. Seja tempo para se arranjar, para espairecer, para estar com o marido, para estar com as amigas ou contar os pingos que passam por entre a chuva só porque lhe apetece. A juntar ao valor que se dá ao tempo e à falta dele, todos os dias levamos uma chapada temporal quando olhamos para os nossos filhos e percebemos que de repente já gatinham, andam, falam e que daqui a nada nos estão a mandar dar uma curva. Devido a todos estes motivos e a mais algum que o pouco tempo que tenho para escrever me tenha feito esquecer, o tempo ocupa o primeiro lugar na minha lista de mudanças. Dou-lhe mais valor, sinto que o faço render dez vezes mais do que antes e às vezes tenho uma vontade intrínseca de o fazer parar e esborrachar o Manel com beijinhos.   

 

  1. O sabor da vida  

Depois de ser mãe tudo sabe melhor. É praticamente impossível que assim não seja, porque para além de ouvir um filho a rir ser suficiente para vermos unicórnios e chupa-chupas em todo o lado, a vida ganha um sabor diferente depois de sermos mães. Uma chávena de café bebida sem interrupções, uma noite no sofá a ver um filme (nem é preciso ser um novo), umas horas de compras em que não se compra nada, uma meia-hora em que se passa pelas brasas à frente da lareira, um banho a sós é elevado a um dia no SPA. Tudo sabe melhor, tudo é vivido com mais intensidade e com mais vontade. Os momentos que tínhamos como banais passam a ser mágicos e deliciosos. Podem ser menos, mas são mil vezes melhores. AH, e nada mas nada dá mais sabor à vida do que as gargalhadas de um filho: N A D A!  

  

  1. A relatividade das coisas 

Não há melhor cura para as trivialidades e chatices do dia-a-dia do que ser mãe. Não há nada que relativize mais a vida do que um filho. A saúde e o bem-estar tornam-se mesmo no mais importante. Garanto-vos que não resolve os problemas, não é um elixir mágico e não faz com que tudo seja mais fácil. Aquilo que o Manel me dá é a capacidade de abordar os dilemas do dia-a-dia de uma forma completamente diferente. Claro que quando o meu I-Phone se passa da marmita sem razão aparente fico furiosa e com vontade de esganar o bambi, mas a diferença é que dura 5 minutos em vez de 10. Porque é muito fácil arrumar os problemas quando se tem um filho. Problema era a saúde lhe faltar e triste era não o ver crescer. Por isso, ter um filho fez-me por tudo num contexto diferente. Permitiu-me arrumar a casa dos dilemas de uma forma diferente e simplificada: uns merecem 5 minutos de desespero, outros 10 e outros não merecem nem um minuto de preocupação. 

  

     4.Os objectivos  

Pensei que a maternidade podia fazer desacelerar e abrandar  o bicho carpinteiro que em mim habita. Nunca pensei que a maternidade me fosse anular, acho que nada nos deve anular. Da mesma forma que acho isto, acho que uma mulher que escolhe ficar em casa a tratar dos filhos não se está a anular de forma alguma. Acho que existem mil e uma formas de ser mãe, acho que existem mil e uma formas de uma mulher não se anular enquanto o faz e acredito que se alguém o escolhe fazem ninguém deve criticar ou julgar essa decisão. Posto isto, também não esperava que ser mãe me desse mais vontade de cumprir objectivos. O Manel estando em primeiro lugar, deu-me um empurrão e fez-me ir à procura de novas coisas e lutar pelos meus sonhos. Ser mãe fez-me ter mais ideias, mais vontade, mais força, mais perseverança e mais espírito de sacrifício. Tudo isto é impulsionado pela vontade de querer fazer com que o Manel tenha orgulho em mim e para ser capaz de lhe construir o melhor futuro possível. Não obstante isto, não há nada que tire lugar ao tempo com e para o Manel. Tenho o privilégio de o puder gozar ao mesmo tempo que trabalho tanto na tese como nos meus sonhos.  

 

  1. Ser filha  

Continuo a ser a mesma filha de sempre, acho que nunca deixamos de precisar dos nossos pais, mesmo quando somos mães e mesmo quando não o gostamos de admitir. O valor que lhes dou é, no entanto, muito maior. A capacidade que tenho de os perceber mudou muito e aos poucos. Porque nestas mudanças, em que umas são tão nossas como os bebés que as trazem, há uma que é comum a qualquer mãe ou pai do mundo. O amor. O amor aumenta exponencialmente e é o mais distinto e indescritível do mundo. Esse amor faz-nos perceber os nossos pais de uma forma particular, coloca-nos no mesmo patamar emocional que eles e não deixando de ser seus filhos passamos a ser pais. Passamos a ver os medos e as angústias, as obrigações e as responsabilidades, os ralhetes e as brigas, os abraços e os beijinhos roubados na adolescência de outra forma. É o amor que tenho pelo Manel que me faz agradecer os pais que tenho com mais veemência e compreensão do que antes. É o amor que  vejo nutrirem por ele, em modo de êxtase com cada novidade e descoberta, que me faz perceber que não há nada que possa mudar mais o mundo do que um filho. Eles são os melhores pais, os melhores avós, os melhores educadores. Ter o Manel fez-me ver que por mais velha que me torne é normal que aos olhos deles precise sempre de um empurrãozinho ou de um ralhete. Porque se o Manel vai ser sempre o meu bebé é apenas normal que eu seja sempre a deles.   

  

E por aí como estão a viver a vossas metanoias?

 

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Doces #7 - Crêpes com xarope de mel e tangerina

É com frequência que vejo as minha memórias de infância associadas à culinária. Não será de estranhar pois a minha mãe sempre cozinhou connosco, a minha avó era a mestre suprema da culinária e a minha tia Luzinha fazia dela a actividade lúdica preferida de qualquer criança.

A minha tia Luzinha é minha tia-avó materna, mais avó do que tia e é detentora do sentido de humor mais aguçado e sarcástico que conheço. Durante a nosso infância, minha e do meu irmão, aturou-nos com a mestria e o amor que apenas os avós conseguem deter. Os tempos passados com ela eram sinónimo de diversão e alegria. A minha tia fazia bolos para o meu irmão se entreter a fura-los com os dedos, fazia das tarefas domésticas actividades animadas e levava-me para a cozinha e ensinava-me a cozinhar.

A iguaria era quase sempre a mesma: crêpes. Ficaram gravados na minha memória como os melhores de todo o sempre e são capazes de destronar qualquer panqueca. São delicados, leves e as suas bordas estaladiças fazem as minhas papilas gustativas dar saltinhos de alegria. Porque apesar de adorar receitas saudáveis, como estas panquecas de aveia, parece-me pouco provável que estejam mergulhadas em memórias de outros tempos. E se há algo fantástico na cozinha é a sua capacidade de nos transportar para outros tempos e lugares.

Para mim estes crêpes sabem-me à cozinha de Santarém e às tardes de Invernos em que a minha avó cozinhava o jantar e eu e a minha tia preparávamos os seus famosos crêpes. Quando penso neles consigo ter a imagem e o cheiro daqueles dias, desde os frascos de melamina verde água com letras brancas a indicar o que lá dentro continham até ao cheiro da terra que se trazia da rua. Esta receita ficou sobretudo ligada à minha tia mais avó de sempre que me dá entre o humor,a alegria e ternura a melhor receita de crêpes de conheço.

Porque a cozinha deve também contar histórias e expressar emoções e é isso que esta receita de crêpes celebra.Por isso, levem as vossas crianças para a cozinha e experimentem a diversão e a ternura que é cozinhar com elas.

 

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Crêpes com xarope de mel e tangerina

 

Notas: Normalmente fazíamos os crêpes para comer como sobremesa de um jantar leve e eram colocados simples na mesa, o recheio era à vontade do freguês. Contudo, achei interessante servi-los com um xarope de mel e tangerina. Julgo que fica maravilhoso se acompanharem com uma bola de gelado de baunilha. Também podem utilizar esta receita de crêpes para uma versão salgada. Fica uma delícia com um recheio de peixe, marisco, carne ou vegetais.

 

Ingredientes:

Para 14 crêpes

 

- 125 gramas de farinha

- 50 gramas de manteiga 

- 2,5 dl de leite

- Uma pitada de sal

- Manteiga ou margarina para untar a frigideira

 

Xarope de mel e tangerina:

 

- 2 colheres de sopa de mel

-sumo de meia tangerina

 

Modo de preparo:

 

1 - Peneire a farinha para uma taça e faça uma cova, nela deite o sal, os ovos batidos e 1 dl de leite. Mexa com uma vara de arames até obter uma massa homogénea e livre de grumos, adicione o resto do leite. Deixe descansar por 20/30 minutos.

 

2 - Quando a massa tiver descansado adicione a manteiga derretida arrefecida e mexa bem.

 

3 - Cozinhe os crêpes num frigideira própria ou anti-aderente, untada com um pouco de manteiga. Sugiro que não utilize uma frigideira muito grande, pois quanto maior for a frigideira maior será a superfície a cobrir com a massa. A frigideira deve estar bem quente para que a massa não pegue. Utilize uma concha de sopa para verter a massa na frigideira e rode de imediato no sentido contrário ao ponteiro dos relógios cobrindo toda a superfície. A confeção dos crêpes é bastante rápida, por isso esteja com atenção e vire o crêpe logo que esteja douradinho. Deixe cozinhar do outro lado e retire do lume. Repita o processo até acabar a massa.

 

4 - Para o xarope de mel e tangerina, junte duas colheres de sopa de mel com o sumo de metade de uma tangerina e misture bem com uma vara de arames. 

 

5 - Para servir os crêpes pincele-os com um pouco de xarope e dobre em quatro. Disponha-os num prato e regue-os com o resto do xarope e raspa de tangerina. Se desejar pode acompanhar com gelado de baunilha.

 

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Um mês em fotografia - Janeiro

Janeiro já passou, Fevereiro já chegou. O natal e o ano novo passaram a correr e metade das resoluções de ano novo ainda não foram iniciadas. 

No entanto, nem tudo foi péssimo no que diz respeito a deadlines. Consegui abrir o ano com um design novo no blog, cumpri alguns projectos que tinha em mente desde 1900 e troca o passo, escrevi um bom bocado da tese de mestrado e não fiquei com os bofes de fora a correr atrás do Manel.

Quem nos segue no Instagram já percebeu que o pequeno já gatinha a uma velocidade considerável, por isso devem imaginar que metade do meu tempo é passado de gatas a olhar para tomadas e a dizer a palavra "Não, Não, Não!". É impressionante, mas todos os dias faz uma graça ou peripécia nova e tudo me leva a concluir que me calhou na rifa um pequeno índio. As áreas da casa já estão quase todas protegidas, mas parece que tudo aquilo que o atraí é perigoso. A última actividade preferida é pôr se de pé no berço ou tentar escalar a cabeceira de ferro da minha cama. Os dias são portanto bastante animados e entre correrias e gatinhadelas, aproveitei o tempo em que ando atrás dele para tirar algumas fotografias. Se partilho muitas delas no Instagram é com menos frequência que as partilho por aqui. No fundo, o Instagram permite uma rapidez e interacção maior do que o blog e é de facto uma rede social que aprecio bastante.

Contudo, e a pensar nessa lacuna decidi fazer um apanhado mensal das minhas fotografias preferidas. É uma forma de quem não tem Instagram ver mais um bocadinho dos nossos dias e de repescar fotografias que ainda não foram partilhadas. Sem mais demoras aqui fica uma amostra fotográfica do nosso mês de Janeiro.

 

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"O que é que vou fazer de novo em Fevereiro? Hum...Ideias, muitas ideias!"

 

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Touca "Orelhinhas" - D.I.Y para bebé

Quem é que resiste a um bebé de touca ou passa-montanhas só com as bochechas à mostra? Eu não! Com o frio e a chuva a habitarem os nossos dias não resisti em fazer outra touca ao Manel. É verdade que em menos de nada a Primavera está à porta, mas para além de precisar de uma peça nestes tons já andava com este projecto atrás da orelha há imenso tempo. Cheguei a fazer uma touca muito parecida com um molde da Purl Soho, contudo desta vez preferi "retirar" os moldes de uma touca que já tinha da Zara porque tinha a certeza que o tamanho estava tal e qual como queria. A meu ver a clonagem de peças é um dos meus métodos de eleição para obter moldes com rapidez e eficiência pois tenho a garantia de que as peças servem na perfeição não gastando tempo em ajustes.  Se preferirem podem adaptar o modelo a dias mais primaveris utilizando tecidos mais frescos. Ou então aproveitem os saldos e comprem tecidos de inverno a óptimos preços de forma a rentabilizar o projecto. Esta peça é igualmente fantástica para oferecer a um bebé que venha a caminho. O molde que disponibilizo é para 6/12 meses e serve ao Manel com alguma folga pelo que tenho esperança de que ainda lhe sirva para o ano.  

 

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Touca "Orelhinhas"

Tamanho 6/12  meses

 

Materiais/Aviamentos: 

 

-Tecido Exterior: flanela; vaiela; piqué; polar... 

-Tecido Interior: Borreguilho; polar ou outro que considere pertinente dependendo do tempo 

-Molas de Pressão (1,5 cm)

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

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Plano de Corte

Tecido Exterior e Tecido Interior

Cortar com o tecido dobrado:

Peça A (laterais) : Cortar 1 vez

Orelhas: Cortar 1 vez

 

Cortar com o tecido singelo:

Peça B (rectângulo central): Cortar 1 vez um rectângulo com as seguintes dimensões:

30 cm X 9 cm 

 

Para obterem o molde da touca basta clicar na hiperligação e transferir o ficheiro para o vosso computador, depois é só imprimir. Quando imprimirem o molde tenham o cuidado de imprimir em tamanho real ou "actual size", para confirmar se a impressora está a imprimir correctamente devem ir às suas propriedades. 

Aconselho a lerem com atenção todo o tutorial antes de começar a sua execução.

O molde da touca é constituído por três peças que formam o corpo da touca e as orelhas. As três peças que formam o corpo da touca são: duas peças A - as laterais da touca - e a uma peça B - um rectângulo central.

Os molde não contém valores de costura incluídos, sugiro 1,5 cm para as costuras (à volta de todo o contorno das peças do molde). 

Sugiro que desenhe a peça B, um rectângulo de 30 cm X 9 cm num pedaço de cartolina para depois transferir para o tecido e adicionar valores de costura ao seu contorno.

Recomendo que lave os tecidos antes de os utilizar, sendo que tal é quase sempre regra, mas neste caso fundamental porque o borreguilho tem tendência para encolher.

Caso seja necessário visualize este vídeo explicativo no qual é ensinado como se fecha uma abertura à mão com uma costura invisível.

 

Como fazer:

 

1 - As orelhas

 

Para fazer as orelhas da touca, costure a peça da orelha em tecido exterior à peça em tecido do forro - direito com direito. Cosa a parte curva, deixando a base para virar. Abra as costuras e faça pequenos cortes em "v" para que as costuras fiquem perfeitas. Chuleie as costuras e apare o excesso, volte para o direito e passe a ferro colocando os valores de costura da base para dentro.

 

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2 - O corpo da touca

 

Comece por coser o exterior da touca. Para tal cosa uma das laterais da touca ao rectângulo central fazendo coincidir o lado mais comprido do rectângulo à parte curva da lateral. Vá fixando com alfinetes e depois costure à máquina, sendo que se sentir menos à vontade pode alinhavar antes de levar à máquina. Costure a outra lateral da mesma forma. Abra as costuras e faça pequenos cortes em "v" para que as costuras fiquem perfeitas. Chuleie as costuras e apare o excesso.

Para o interior da touca repita o mesmo processo.

 

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3 - Coser a touca

 

Para coser a touca una o exterior ao forro - direito com direito. Fixe todo o contorno com alfinetes deixando uma abertura na base do pescoço para virar o trabalho para o direito. Costure à máquina por todo esse contorno, abra as costuras e faça pequenos cortes em "v" para que as costuras fiquem perfeitas. Chuleie as costuras e apare o excesso . Volte a touca para o direito e passe a ferro. Feche a abertura à mão com uma costura invisível.

 

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4 - Coser as molas

 

Guie-se pelas marcações presentes no molde e cosa o macho da mola na ponta da lateral esquerda do interior da touca.

Guie-se pelas marcações presentes no molde e cosa a fêmea da mola na ponta da lateral direita do exterior da touca.

Cosa as molas apenas ao lado interior ou exterior da touca para que não sejam visíveis os pontos. Pode igualmente fazer este passo antes de costurar a touca, mas eu prefiro fazer depois para evitar que as molas interfiram na costura à máquina. 

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5 - Acabamentos

 

Guie-se pelas marcações presentes no molde para coser as orelhas ao corpo da touca com uma costura invisível. Para tal coloque a orelha sobre a marcação com o lado do pelo voltado para baixo. Comece por costurar o lado em pelo à touca e quando chegar ao fim passe a linha para o lado em flanela. Costure o lado em flanela à touca e finalize rematando as linhas.

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It-Girls do Antigamente #1 - Lauren Hutton

Quem é que dita a moda? Quem é que faz a moda? Afinal o que é a moda?   

Tenho que confessar que o meu relacionamento com a moda é um tanto ou quanto paradoxal, de paixão... mas não sou de modas, nem visto só porque está na moda. 

Dou privilégio à estética, ao estilo e à classe.   

No entanto e ao mesmo tempo não deixo de vibrar com as novas coleções e com as peças tendência. Por vezes as tendências coincidem com o meu estilo, noutras dão-me a oportunidade de experimentar coisas novas e estabelece-las como clássicos no meu guarda-roupa. É o caso das cinturas subidas. Ainda me lembro de ver a minha mãe as usar e eu achar  tão demodé franzindo os olhos a cada vez que ela me dava qualquer peça do género para experimentar. Hoje acho que não há nada que  estilize mais o corpo de uma mulher do que um bom par de calças de cintura subida.   

Tendências à parte gosto de estudar aquilo que a moda foi, as suas décadas, os seus criadores, os seus estilistas e os seus ícones. 

Nos meus sonhos reina um dia passado no atelier da Coco Chanel,  uma noite de divagação e loucura com o Yves, um chá das cinco com o Christian Dior, uma reunião express com a Anna Wintour. 

Em pequenina fazia desenhos daquilo que as minhas Barbies iam vestir e não me esqueço de uma tarde passada com a minha mãe a costurar roupas para as Barbies – um saia casaco em xadrez minúsculo feito à mão. Foi aqui que o bichinho da costura nasceu, na possibilidade de criar aquilo que os meus sonhos mandavam a partir do nada. De facto a moda é muito mais do que vestir, ditar tendências e deixar um legado na história. A moda é acima de tudo sinónimo de sonhar, de criar a partir do nada, de compor, de recriar, de ir buscar histórias ao passado e vivê-las hoje como nossas.  

Essas histórias são vividas por ícones do seu tempo. E se hoje em dia existe um acesso muito maior à moda e às suas tendências, como é que era quando não existia internet, blogs e bloggers, redes sociais e roupa à distância de um click? Como é que era o mundo sem Chiaras, Alexas, Olivias, Miradumas e outras tantas It-Girls? Quem eram as mulheres que reinavam o mundo da moda? Quem eram as mulheres que mais do que impor modas impunham estilo? Quem eram as It-Girls do antigamente que deixaram um legado para sempre?  

Há várias mulheres  que deixaram um cunho particular no mundo da moda. Sejam modelos, actrizes, primeiras-damas, princesas ou rainhas. Fizeram-no numa época em que não havia metade da divulgação e exposição que hoje existe, mas ainda assim permanecem eternas e servem de inspiração para os dias de hoje. Porque no fundo foram muito mais do que ícones de moda, foram símbolos de classe e de estilo. É a elas que vou buscar muitas vezes inspiração e são elas as protagonistas desta nova rubrica do blog: It-Girls de antigamente.    

A primeira It-Girl de antigamente que vos quero apresentar é a Lauren Hutton.   

A Lauren Hutton é uma modelo e actriz norte-americana tendo tido o seu auge nos anos 70 e 80. É a modelo que mais vezes apareceu na capa da Vogue e uma das suas imagens de marca é o espaço entre os seus dois dentes de cima. É detentora de um estilo clássico, um tanto ou quanto preppy, mas ao mesmo tempo arrojado. O seu estilo confere às peças clássicas um enorme dinamismo graças a combinações de texturas e modelos. Os seus looks são uma verdadeira lufada de ar fresco, não comprometendo nem a classe nem a modernidade. A meu ver são óptimas fontes de inspiração para o dia-a-dia.  Nos dias de festa como qualquer diva do anos 70 era um pouco mais extravagante e arrasava com metálicos, brilhos ou combinações improváveis. No entanto, o mais incrível é olhar para estas fotografias e pensar que foram tiradas há 30 ou 40 anos, porque podiam ter sido tiradas nos dias de  hoje em que combinar ténis com roupa mais formal é mais do que um must, já é um clássico. Afinal é isso que o estilo é, tornar tendências em clássicos, clássicos em tendências.

 

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(todas as fotografias foram retiradas do pinterest)

 

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Mommy Meals #13 - A melhor pizza do mundo

Na história da culinária existem pratos emblemáticos que nasceram fruto de um acidente, de um engano ou distracção. Esses enganos dão muitas vezes lugar às melhores receitas de sempre. Não sendo um prato emblemático, esta pizza é, para mim, a melhor do mundo e foi resultado de um esquecimento. 

Fiz várias vezes pizzas em casa e a receita que seguia com mais ou menos precisão era a pizza de 15 minutos do Jamie Oliver. Era boa e comida com satisfação, mas não era, a meu ver, a melhor do mundo (desculpa Jamie). 

Gosto de pizzas altas e fofas, mas as minhas preferidas são as baixinhas e estaladiças. E, apesar da pizza do Jamie corresponder ao meu gosto, foi de um esquecimento culinário que surgiu a minha massa de pizza preferida. 

O esquecimento que deu lugar à delícia que vos trago hoje foi a omissão do fermento. Um dia, ao fazer a massa, esqueci-me de juntar fermento e, surpresa das surpresas, a massa ficou super estaladiça e sequinha, uma autêntica maravilha. Nunca mais a fiz de outra forma porque se tornou um verdadeiro sucesso cá em casa. 

Para os amantes das pizzas altas e fofas talvez não seja a pizza ideal, mas para quem gosta de uma massa crocante é divinal. 

O melhor de não ter fermento? Não tem que levedar e pode ser logo estendida e cozida de imediato. É, por isso, muito rápida e simples de fazer, tornando-se numa solução perfeita para os dias em que o tempo escasseia. É mais saudável, rápida e barata do que uma pizza de encomenda e permite aos mais pequenos participar na sua confecção. 

Se desejar pode congelar a massa e descongelar quando quiser utilizar. 

Ponha as mãos na massa e delicie-se com esta pizza supersónica de fazer e de comer! 

Espero que goste tanto dela como nós aqui por casa.

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A melhor pizza do mundo

 

Ingredientes:

 

Para a massa:

- 2 medidas de farinha sem fermento 

- 1 medida de água tépida

- Uma pitada de sal

- Azeite q.b

 

Para o molho de tomate:

-  Meia lata de polpa de tomate

- Sal q.b

- Uma pitada de açúcar

- 1 colher de chá de Manjericão seco

- 1 colher de chá de Orégãos secos

- Um fio de azeite

 

Toppings:

- Queijo Mozarela (mais um menos 200 gramas)

- Tomate cherry 

- Fiambre

- Cebola

- Manjericão fresco

 

Modo de preparo:

 

A massa:

 

1 - Coloque a farinha numa tigela e faça uma covinha no centro. Adicione a água tépida, o azeite e o sal. Misture com um garfo ou com o dedo até os ingredientes estarem bem combinados.Caso a massa esteja muito molhada pode adicionar um pouco de farinha e caso esteja seca pode salpicar com um pouco de água. Amasse um pouco sobre a bancada da cozinha polvilhada com farinha até obter uma massa elástica e homogénea. Estique a massa com um rolo de cozinha com a forma que pretender, pode dividir a massa e fazer duas pizzas redondas de tamanho médio ou uma rectangular de tamanho familiar. Coloque sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal polvilhado com farinha ou untado com azeite e pão ralado. Reserve.

 

2 - Faça o molho de tomate, para tal junte à polpa de tomate o sal, uma pitada de açúcar, um fio de azeite, uma colher de chá de manjericão seco e uma colher de chá de orégãos secos. Mexa bem e espalhe sobre a base da pizza.

 

3 - Disponha sobre a pizza o queijo e de seguida o tomate cherry cortado ao meio, o fiambre em pedaços, a cebola em meias luas e algumas folhas de manjericão fresco. Estes são os meus toppings preferidos, mas pode utilizar aqueles que mais gostar. Pode utilizar outros queijos: uma mistura de mozarela e parmesão ralado; mozarela de búfala; pecorino ralado; fontina... Também pode adicionar carne picada, bacon, pepperoni e outras iguarias da sua preferência.

 

4 - Leve ao forno previamente aquecido a 180ª até estar douradinha e com a base bem cozinhada. No meu forno leva mais ou menos 5 a 10 minutos, mas o tempo varia de forno para forno por isso não há nada melhor do que estar atento.

 

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