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alfacinha

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As expressões do Manel #1

Desde sempre que adoro fotografia. Gosto da magia que esta arte proporciona, o captar e congelar de um momento para sempre. Aprecio as de paisagens e lugares, mas as minhas prediletas são as de pessoas, momentos, vidas. 

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Como forrar um abat-jour? D.I.Y

Reinventar, reciclar, reaproveitar... São três verbos que me são chegados ao coração. Gosto de fazer em casa, de pegar no antigo e dar-lhe nova alma. Mas, também gosto de comprar peças básicas e dar-lhe um toque pessoal.

 

Em breve o Manel vai mudar para o quarto dele e grande parte da mobília vai ser reaproveitada para o propósito. Faltam-me apenas os detalhes de decoração e talvez um armário pequeno ou uma cómoda. No outro dia, numa visita à Casa encontrei um candeeiro básico (abat-jour e pé em separado) em saldo e como ainda não tinha nenhum trouxe-o para casa. Já o trouxe a pensar num D.I.Y e nas mil e uma possibilidade para o reinventar. Contudo, ainda não tinha decido a palete de cores para o quarto. Sabia que a base seria branca salpicada com as cores berrantes dos brinquedos do Manel, mas estava indecisa quanto às cores dos objectos pequenos e dos têxteis. 

 

Não queria ir para os tons pasteis (azuis bebés e companhia) nem para os mais berrantes, queria algo neutro e com charme. Andei indecisa entre umas quantas amostras para forrar o abat-jour que vai dar mote ao resto da decoração até que me decidi por este estampado de triângulos - fundo branco com triângulos cinzas, mostarda, azul água e salmão. Pareceu-me perfeito porque não sendo berrante é alegre e moderno permitindo fazer a ligação com outras peças mais ou menos neutras. O resultado foi ainda melhor do que eu imaginava e julgo que vai ficar o máximo com algumas peças em tons de cinza e outras quantas em mostarda.

 

O processo é super simples e a entretela de dupla-face facilita imenso e permite um acabamentoexcepcional! Fiquei de tal forma viciada que já fiz outro para oferecer. As possibilidades são imensas e difícil é escolher o tecido e não fazer vários em série. Podem aproveitar abat-jours que já tenham ou comprar peças mais básicas e dar-lhes nova vida. Seja como for o importante é que se divirtam e que fiquem com peças únicas e exclusivas. Espero que gostem deste projecto fácil e simples de fazer, mas não por isso menos maravilhoso. 

 

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Como forrar um abat-jour? D.I.Y 

 

Materiais/Aviamentos: 

-Abat-jour  

-Retalho de tecido em algodão 

-Entretela de dupla-face (eu usei da marca Teclabel) ou cola para madeiras 

-Tesoura 

-Lápis  

-Cartolina A3 

-Régua 

-Marcador para tecido ou giz de alfaiate 

 

Como fazer: 

 

1 – Comece por retirar os moldes do Abat-Jour. Para tal, realize uma marcação no abat-jour – pode colar uma fita adesiva de cor ou fazer uma marcação com lápis / marcador de tecido. Coloque o molde sobre a cartolina e com um lápis desenhe os contornos do abat-jour. Deve começar por desenhar a partir da marcação e rodar o abat-jour sobre a cartolina até chegar à marcação. Pode riscar em primeiro o contorno do topo e depois repetir o processo para a base. Para as laterais basta unir as duas linhas curvas com uma linha recta. Teste este molde em cartolina no abat-jour antes de cortar o tecido e caso seja necessário realize os ajustamentos necessários.

 

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2 -  Transfira o molde em cartolina para o tecido e para a entretela de dupla-face, não se esqueça de juntar 1,5 cm no topo e na base do abat-jour assim como 1 cm numa das laterais.  Corte o molde do abat-jour, tanto no tecido como na entretela de dupla face.

 

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3 – Realize uma dobra de 1 cm numa das laterais do tecido – a dobra deve ficar no verso do tecido e ser colada pela entretela, de forma a ficar com um acabamento final perfeito. Com o ferro de engomar cole a entretela de dupla face ao tecido – una o lado rugoso ao verso do tecido e pressione com o ferro de engomar (sem vapor) sobre toda a superfície.  

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4 – Quando a entretela estiver bem colada ao tecido descole a película de papel e vá colando o tecido ao abat-jour, começando pela lateral sem dobra. Não se esqueça das margens do topo e da base que irá depois voltar para dentro. Quando voltar ao principio "tape" a primeira lateral (sem dobra) com a lateral na qual tinha realizado a dobra. Se for necessário ajude-se com uma régua para que o tecido fique bem lisinho e sem vincos.

 

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5 – Quando tiver forrado o contorno total do abat-jour , volte para o interior as margens do topo e da base. No topo do abat-jour, realize três cortes pequeninos nos locais das ferragens interiores de forma a ser mais fácil virar o tecido para o interior. 

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Mommy Meals #13 - Saltimbocca de frango

Bifes de frango, de peru e hambúrgueres. Estes são os básicos do meu congelador. São opções rápidas e seguras para as refeições não programadas do dia-a-dia. No entanto, parece que estamos sempre a comê-los das mesma forma: grelhados, fritos, com arroz ou com massa. Acabamos por andar num circulo culinário um tanto ou quanto enfadonho.  

No outro dia, cruzei-me com um episódio antigo do Masterchef Austália em que o Gary Mehigan ensinava a sua versão de saltimbocca de vitela. A saltimbocca é um prato italiano, típico da zona de Roma, e é geralmente feito com escalopes de vitela, presunto e salva. 

Não tendo escalopes de vitela à mão, lembrei-me de imediato de recriar a ideia com bifinhos de frango. No dia a seguir, o meu pai veio almoçar e pareceu-me o momento perfeito para experimentar! Em pouco tempo tinha pronta uma refeição deliciosa, simples, mas sem ser rotineira.  

Experimente este clássico italiano, duplamente reinventado, perfeito para os dias de corre-corre em que queremos fugir do banal e sentirmos que estamos a viver la dolce vita

 

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Saltimbocca de frango 

Para 3 ou 4 pessoas 

 

Ingredientes: 

 

-4 bifinhos de frango médios  

-4 fatias de bacon 

-6 cogumelos frescos 

-10 tomates cherry 

-2 dentes de alhos 

-farinha q.b 

-sal q.b 

-vinho branco q.b 

-sumo de limão q.b 

-azeite q.b 

-margarina q.b 

- 4 folhas de salva  

 

Notas: Os bifinhos de frango devem ser fininhos, tipo escalope. Sugiro que peça ao seu talhante para os cortar. Caso seja necessário pode batê-los ligeiramente até obter a espessura desejada.

 

Modo de preparo: 

 

1 – Tempere os bifinhos com sal, alho cortado em lascas e sumo de limão. Reserve. 

 

2 – Limpe os cogumelos com um pano húmido e lamine-os. 

 

3 – Passe os bifinhos por um pouco de farinha e envolva cada um deles numa fatia de bacon (pode "prender" a fatia de bacon aos bifes com um palito). 

 

4 – Frite os bifes num bom fio de azeite com um pouco de margarina. Adicione as folhas de salva e deixe cozinhar até a carne estar bem passada e as fatias de bacon douradinhas. 

 

5 – Retire os bifes da frigideira e leve a fritar os cogumelos até estarem lourinhos. Junte os tomates cherry e deixe-os estufar um pouco, quando estiverem mais macios esmague-os de formar a criar um molho com os seus sucos. Adicione o vinho branco e deixe reduzir. 

 

6 – Leve de novo os bifes à frigideira para tomarem o sabor do molho e sirva numa travessa. Acompanhe com massa ou com um bom puré de batata.

 

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Panos de cozinha - D.I.Y

Como já vos disse neste post, os panos de cozinha são verdadeiros consumíveis e parece que nunca são de mais, sendo sempre bem-vindos na minha cozinha.

No entanto, às vezes é difícil arranjar panos turcos giros e em conta. Se por um lado perco a cabeça com os têxteis da Zara Home, já não morro de amores pelos seus preços. É verdade que podemos apostar nos saldos ou em marcas mais em conta, mas também podemos fazer os nossos próprios panos turcos e aproveitar os retalhos que se vão amontoando.

É a eterna questão do "feito em casa VS compra", por vezes devemos escolher aquilo que confeccionamos e aquilo que optamos por comprar. No entanto, a mim dá-me particular prazer fazer este tipo de artigos, pois para além de sair mais em conta é algo que faço ao meu gosto. 

Estes panos são rápidos e fáceis de confeccionar, perfeitos para quem se está a estrear na costura. Podem aproveitar retalhos de tecido e se desejarem até podem aproveitar turcos que já tenham, sendo que desta forma o projecto se torna ainda mais económico e simples de executar. Caso tenham panos turcos lisos e queiram apenas aplicar as bandas de tecido basta tirar as medidas do pano e fazer algumas adaptações. 

Experimentem esta ideia e caso tenham alguma dúvida não hesitem em colocar as vossas questões na caixa de comentários, terei todo o gosto em vos ajudar no que puder!

 

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Panos de cozinha - D.I.Y 

 

Materiais/Aviamentos: 

Para dois panos com 60 cm X 56

 

- 60 cm de turco branco 

- 60 cm de turco vermelho 

- 65 cm de tecido de algodão estampado 

- Entretela termocolante ou cola em spray temporária 

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar... 

 

 

Plano de Corte: 

 

Para o corpo do pano: 

Cortar dois rectângulos em tecido turco com as seguintes dimensões: 

63 cm X 59  cm 

 

 

Tecido de algodão estampado: 

3 rectângulos com as seguintes dimensões: 

59 cm X 18 cm 

1 rectângulo com as seguintes dimensões: 

59 cm X 8,5 cm 

Fita em viés (opcional) 

Letra ou motivo para aplicar   

 

Notas: Nas medidas sugeridas no plano de corte, já estão incluídos os valores de costura (1,5 cm). Tanto os materiais como as instruções dadas no tutorial são para dois panos, pelo que se desejar confeccionar apenas um deve escolher o modelo que deseja e seguir as indicações para o mesmo.

 

Como fazer: 

 

1 - Cortar os tecidos de acordo com o plano de corte 

 

2 – Prepare a fita de viés que irá servir de presilha para pendurar o pano: dobre a fita sobre o comprimento, passe a ferro e pesponte. Fixe a a fita de viés na diagonal a um dos cantos do rectângulo em tecido turco.   

 

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3 – Prepare duas bandas em tecido estampado:  em dois dos rectângulos previamente cortados ( 59 cm X 18 cm) realize uma dobra de 1 cm na lateral mais comprida de ambas e passe com o ferro. 

 

OU

 Para o pano com o monograma :

 

Prepare duas bandas em tecido estampado:  em dois dos rectângulos previamente cortados - um com 59 cm X 18 cm e outro com 59 cm X 8,5 cm - realize uma dobra de 1 cm na lateral mais comprida de ambas e passe com o ferro. 

 

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4 – Sobreponha as bandas de tecido ao corpo do pano, unindo o direito do tecido de algodão ao lado do turco no qual fixou a fita de viés. Costure esta banda de tecido ao pano turco pelas laterais e pelo topo, deixando a lateral com a dobra aberta sem coser para depois virar para o direito (vai parecer que ficou com um bolso) . Faça o mesmo na outra ponta do pano, cosendo a outra banda à ponta oposta . Apare os cantos das costuras com um corte na diagonal, para que fiquem perfeitos do direito. 

 

OU

 Para o pano com o monograma :

 

Sobreponha a banda de tecido mais largo ao corpo do pano, unindo o direito do tecido de algodão ao lado do turco no qual fixou a fita de viés. Costure esta banda de tecido ao pano turco pelas laterais e pelo topo, deixando a lateral com a dobra sem coser para depois virar para o direito . Faça o mesmo na outra ponta do pano, cosendo a banda de tecido mais estreito à ponta oposta. Apare os cantos das costuras com um corte na diagonal, para que fiquem perfeitos do direito. 

 

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5 – Depois de cosidas as bandas de tecido, faça um pequeno corte na diagonal na zona de junção da banda em tecido ao turco para que seja  mais fácil costurar depois a bainha na lateral do pano turco. 

 

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6 -  Vire as bandas de tecido para o lado direito e passe a ferro. Realize um pesponto no topo de ambas as bandas, na lateral que ficou aberta (no local aonde realizou a dobra), fixando desta forma as duas bandas ao corpo do pano.  

 

7 – Realize uma dobra dupla nas laterais em turco do pano, de forma a fazer uma bainha na zona do pano que não foi debruada pelas bandas de tecido, fixe com alfinetes. Pesponte todo o contorno do pano, costurando desta forma estas bainhas laterais.

 

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Para o pano sem monograma as instruções terminam aqui.

 

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 Para o pano com o monograma :

 

8 - Aplique a letra ou o motivo que escolheu no centro da parte de baixo do pano, com uma margem de 3 cm em relação à banda de tecido (mais estreita). Sugiro que fixe a letra ou o motivo com cola em spray ou com entretela termocolante, depois basta pespontar o seu contorno com um ponto em zig-zag "apertado"  e "estreito".

 

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Pequenos Almoços #1 - Granola de Chocolate e Avelãs

Todos nós sabemos que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia, mas nem sempre há tempo para o tomar como deve ser. Com um bebé pequeno, a hora do meu pequeno-almoço é sempre empurrada para mais tarde. Regra geral, o Manel acorda às oito e meia/nove horas e come um iogurte com fruta dado por uma mãe cheia de fome. Entre mil e uma distrações e a cozinha em estado de sítio, lá alimento a minha cria à velocidade da luz para depois começar o meu dia gastronómico.  

 

Com a manteiga fora da minha alimentação diária (só como de vez em quando), gosto de variar entre: torradas com queijo fresco; papas de aveia; panquecas de aveia, iogurte com granola, fruta... 

 

Como tudo aquilo que é feito em casa, no que toca a granola dou preferência à caseira. No entanto, não sendo nem difícil nem demorado de confeccionar já andava há muito tempo sem fazer esta pequena maravilha. Em pouco tempo ficamos com granola caseira para vários dias e com a casa a cheirar maravilhosamente bem.  

 

A receita que utilizo tem como base 750 gramas de aveia para 120 ml de óleo de coco (pode utilizar azeite ou outra variedade de óleo) e 120 ml de um adoçante (mel, xarope de ácer, agave, açúcar mascavado...). A esta receita podem juntar os extras que quiserem: sementes, frutos secos, fruta desidratada, chocolate, baunilha... Fica igualmente delicioso se substituírem uma parte da aveia por arroz tufado. 

 

Depois de feita, basta guardar num frasco que feche bem e está pronta a ser consumida quando desejar. Fica perfeita com iogurte ou comida sozinha, sendo que surripiada do frasco é uma delicia.

 

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Granola de Chocolate e Avelãs

 

Ingredientes:

 

- 750 gramas de aveia

- 6 colheres de chá de sementes de sésamo

- 120 ml de óleo de coco (derretido)

- 120 ml de xarope de ácer 

- 100 gramas de avelãs

- 50 gramas de chocolate negro ou de pepitas de chocolate

 

Modo de preparo:

 

1 - Comece por retirar a pele às avelãs. Para tal, pode deixa-las de molho por meia hora em água morna ou tosta-las no forno e retirar a pele esfregando com um pano de forma a soltar a pele.

 

2 - Derreta o óleo de coco e junte o xarope de ácer, mexa com uma vara de arames até obter uma mistura homogénea. Coloque a aveia e as sementes de sésamo numa taça e verta sobre ela a mistura do óleo e do xarope de ácer.Caso tenha demolhado as avelãs, adicione-as partidas à mistura. Envolva uniformemente o preparado na mistura do óleo e do xarope e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante 10/15 minutos. O tempo de confecção varia de forno para forno e deve ir mexendo a granola com um garfo para que fique solta e tostada por igual.

 

3 - Quando a granola estiver bem douradinha retire-a do forno, caso tenha tostado previamente as avelãs deve agora adiciona-las partidas ao resto do preparado. Quando ainda estiver meio morna, junte o chocolate partido em pedaços pequenos para que mesmo não se derreta na totalidade. Deixe arrefecer por completamente e guarde em frascos de vidro. Sirva com iogurte ou coma como snack a meio da tarde.

 

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Ser mãe #6 - É o milagre da vida

Há oito meses que nasceu o Manel, há oito meses que sou mãe. Foram oito meses que passaram a voar: com momentos à velocidade da luz, outros a passo de caracol e outros a velocidade cruzeiro. A maior parte dos dias é vivida num corrupio, mas com uma intensidade brutal.

 

Há momentos e dias complicados, há dias em que parece que o pouco que fizemos a nada se resumiu. Existem hesitações, preocupações, sono, paciência gasta e perdida, medos e receios. Com o nascer de um bebé nasce uma mãe, nasce um ser para lá de fabuloso, mas não por isso isento de dúvidas e questões. O instinto resolve muitas dessas dúvidas, outras resolvem-se por si mesmas, uma parte dissipa-se com o sorriso deles e algumas aguardam futuro esclarecimento. Contudo, a maternidade traz também muitas certezas. A maior delas é que por um filho tudo vale a pena e que ser mãe faz brotar um nível de força interior imenso e maior do que podíamos esperar algum dia alcançar. 

 

Ser mãe é uma escola aonde aprendemos e educamos ao mesmo tempo. É uma escola que escolhemos frequentar e na qual depositamos o coração e a alma todos os dias, para todo o sempre. A maternidade é uma aventura, uma alegria, uma quimera e uma pequena loucura. É feita nos detalhes e nas entrelinhas apenas por nós entendidos. 

 

Mãe é mais do que um título, é sinónimo de cuidar, de dar, de ensinar e de aprender. Pode ser extenuante e difícil, mas é a viagem mais recompensadora de sempre. Há oito meses mudei para sempre a forma como vejo o mundo, não mudando a minha forma de ser e de estar, mas conquistando a garantia de que um filho nos dá a facilidade de viver com mais intensidade aquilo que realmente importa. Foi há oito meses que conheci a vida como vida e que comecei a maior aventura por ela traçada.

 

A minha aventura já tem dois dentes, já diz "Dá dá" a tudo aquilo que nós vê por na boca ou simplesmente como forma de comunicação, começa a ter caracóis e um feitio a condizer, parece uma lagarta quando lhe mudo a fralda, aperta e brinca com o Brutus como se não houvesse amanhã, senta-se perfeitamente sozinho e quase que gatinha (o pai diz que rasteja à militar). De há duas semanas para cá parece que todos os dias faz uma graçinha nova e já me disseram que até ter um ano as novidades são uma constante. As noites continuam a ser um jogo de sorte ou azar e confesso que não sendo um caso dramático é aquilo que mais me custa. Começo a antever as saudades que vou sentir deste bebé  e recorro a elas quando tudo parece mais complicado. 

 

A maternidade trouxe-me a vontade de fazer mais, de ir à procura e de trabalhar como nunca e dou por mim a fazer listas sem fim daquilo que quero fazer. Listas essas que ponho de parte com a frequência necessária que ser mãe implica. Não tenho arrependimentos ou queixumes, mas ser mãe ocupa tempo e espaço e é um facto de que há coisas que ficam paradas por mais tempo do que gostaríamos. Toda a estagnação e ginástica são por um bem maior e pela certeza de que tudo se consegue porque vale muito a pena.

 

A experiência da maternidade tem sido inesquecível e dou por mim a aprender coisas novas todos os dias. A maior lição comum a todos eles é o facto de ser diariamente confrontada com o milagre da vida. Quando temos um filho é essa a primeira lição que aprendemos: a vida é estupidamente bela, magnífica, extraordinária e eles são o milagre que dentro dela vão habitar eternamente.

 

Vou registando as experiências, na memória e em texto, para daqui a uns anos revisitar e mostrar ao Manel como foi a melhor experiência que a vida até agora me proporcionou: ser mãe dele.

 

Para celebrar estes oito meses deixo-vos oito textos, para ler ou reler. Porque na maternidade a partilha e a compreensão são essenciais. As mães devem ser umas para as outras, aceitar que há mais do que uma forma de ser mãe e de que todas elas são válidas desde que tenham como alicerce o amor. É cliché e piroso, mas a maternidade também tem um bocadinho disso. 

 

 

Ser mãe #1

Ser mãe #2 - Instinto

Ser mãe #3 - É dar colo  

Ser mãe #4 - É ser formadora da humanidade 

Ser mãe #5 - O trabalho mais valioso do mundo 

O medo irracional de uma mãe 

Quanto tempo o tempo tem 

A serenidade no meio do caos 

 

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1 mês

 

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2 meses

 

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3 meses

 

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4 meses

 

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5 meses

 

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6 meses

 

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7 meses

 

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8 meses

 

 

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Mommy Meals #12 - Massinha Conforto

Com o começo do ano voltam as rotinas do dia-a-dia, o trabalho e em muitos lares é o fim das férias Natal. Por aqui, é altura de recomeçar a escrever a tese de mestrado e voltar em grande às actividades do blog. Sou uma sortuda e de momento posso conciliar com relativa facilidade o tempo com o meu bebé e o tempo que dedico ao meu trabalho - privilégio concedido a poucas mães.

 

Contudo, existem sempre dias em que o fim do dia custa particularmente e em que só apetece um banho e uma refeição reconfortante. Todos nós temos uma refeição reconfortante para estes momentos, e a minha é tão básica que pensei várias vezes se a havia de partilhar aqui no blog. Mas, depois pensei que não havia nada mais apropriado para este dias pós-festas em que a rotina entra pela casa a dentro do que uma refeição rápida e fácil que agrade a pequenos e a graúdos.

 

Nos meus dias difíceis é isto que me sabe bem: uma massa com bacon ou fiambre e ervilhas. Não é nada de refinado ou de extravagante, é uma massa simples e até mesmo infantil e é ideal para comer numa taça à colher a ver uma boa série. Os adultos podem se fazer acompanhar de um bom copo de vinho tinto e de um bife, caso precisem de proteína extra, mas eu dispenso ambos. Para mim, esta massinha é uma tigela de bem-estar que me aconchega nos dias em que há pouco tempo e paciência para cozinhar.

 

É um prato que agrada às crianças e julgo ser uma boa forma de introduzir verdes. A dose que proponho serve para alimentar um adulto ou duas crianças, servindo de prato principal. Para aumentar a dose, basta aumentar a quantidade de ingredientes de acordo com o número de pessoas. Se desejarem podem substituir as ervilhas por outro verde, julgo que funciona bem com espargos e bocadinhos pequenos de frango ou peru.

 

A minha comida de conforto é esta e estou ansiosa para a fazer ao Manel, porque no final de contas a comida do dia-a-dia deve ser assim: simples, fácil, saborosa e fresca. E vocês têm algum prato que vos reconforte nos dias mais caóticos?

 

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Massinha Conforto

Para 1 pessoa

 

Ingredientes:

 

-150 gramas de massa cortada pequena (gosto de utilizar cotovelos)

- 100 gramas de Fiambre ou bacon aos cubos

- 70 gramas de ervilhas congeladas

-2 colheres de sopa de natas

-1 colher de sopa de queijo mozarela ralado

-2 colheres de sopa de queijo pecorino ralado

-1 dente de alho

-1 colher de sopa rasa de manteiga

- azeite q.b

-sal q.b

 

Modo de preparo:

 

1 - Coza a massa juntamente com as ervilhas em água temperada com sal e um dente de alho até ficar al dente. 

 

2 - Enquanto a massa coze, frite numa frigideira o bacon ou o fiambre (se utilizar fiambre frite num fio de azeite) até ficar tostadinho. Reserve e seque bem com papel absorvente de forma a retirar qualquer excesso de gordura.

 

3 - Quando a massa estiver cozida, reserve um pouco da água da cozedura e escorra a restante. Numa frigideira, coloque o alho, a manteiga e um fio de azeite e salteie a massa. Adicione as natas, os queijos e duas colheres de sopa da água da cozedura. Envolva a massa até ficar com um molho cremoso e caso seja necessário salpique com um pouco mais de água. Junte o bacon e sirva com parmesão ralado no momento.

 

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