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Fall Report #3 - Os meus essenciais

Na semana passada, aproveitei a visita semanal da minha madrinha, que ficou a cuidar do Manel e com a ajuda preciosa da Sandra ataquei o meu roupeiro.

Atacar foi mesmo a palavra de ordem, porque o meu roupeiro estava num verdadeiro estado de emergência. Julgo ser um eufemismo simpático compará-lo, pela desordem, com a feira de carcavelos, porque não se lhe via o fundo e juro que quase parecia que, a qualquer instante, iria sair um rato do meio da montanha de roupa que o "habitava". Pusemos mãos à obra e despejámos o conteúdo todo para cima da minha cama. Depois foi o trabalho de analisar cada peça de roupa e organizá-la seguindo o sistema dos três montes: ficar, dar ou deitar fora.

Sou sentimental no que toca a roupa e se houver uma peça que amo de paixão é me difícil deixá-la partir. Uso as coisas até à última e acredito que é assim que deve ser, mas quando me meto em arrumações sou bastante decidida no que toca a “dar destino” à roupa que já não uso. Quando começámos confesso que julguei que nunca mais íamos sair do meu quarto, contudo demorámos apenas duas horas a separar a roupa e a deixar o meu roupeiro num estado apresentável. Terminada a sessão de limpeza foi fácil de perceber o que é que tinha em falta e qual seria a base do meu novo guarda-roupa.

As minhas malhas estavam muito gastas, sendo que, para além de já não se fazerem malhas como antigamente (pareço uma velha a falar, mas é a mais pura das verdades), no ano passado não as renovei por estar grávida. No entanto, não tinha a mínima noção da falta que me faziam. Havia outras tantas peças, como calças e umas boas sabrinas, que já tinha substituído por saber que me faziam falta.

Fica-me a faltar uma peça mais “especial” para um jantar ou uma saída à noite, um par de vestidos, um sobretudo camel ou preto e talvez umas "partes de cima", por agora ainda por definir. A minha ideia é a de que o meu guarda-roupa "cápsula" seja dinâmico e versátil, que me permita andar sempre impecável com o mínimo de esforço possível, não deixando de ser vibrante e agradável à vista.

Com base nisto, foi relativamente fácil fazer uma lista daquilo que julgo ser fundamental no meu guarda-roupa. Para mim, estas peças são essenciais e funcionam como charneira para múltiplos looks, sendo que se podem conjugar de mil e uma formas, adaptando-se a qualquer ocasião.

 

Os meus essenciais:

 

1 - Camisa Branca

Da mais clássica à mais irreverente é para mim uma peça super versátil. Julgo que nunca são mesmo de mais, sendo a meu ver essencial ter pelo menos duas. Uma mais clássica para um contexto mais formal e uma mais casual - sou fã de modelos oversized ou assimétricos. A camisa branca é das minhas bases de eleição, tanto para um look de trabalho como para o fim-de-semana ou até mesmo para uma saída à noite. Julgo que também é um bom investimento ter uma de seda, perfeita para dar um toque de sofisticação a qualquer conjunto.

 

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2 - Jeans de cintura alta

Apesar de estarem na moda, vieram para ficar no meu roupeiro em definitivo! Estou rendida à elegância e ao conforto que trazem - sinto-me aconchegada e confortável. Os jeans de cintura alta esculpem a figura feminina de uma forma sublime, sendo por isso uma das peças de eleição do meu guarda-roupa. Existem, no entanto, cuidados a ter e não se pretende que fiquem demasiadamente apertados ou que marquem a figura aonde não se pretende que o façam.

 

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3 - Malhas básicas, de boa qualidade

Estava a precisar, com urgência, de boas malhas, sobretudo nas cores mais básicas. Quando falo de cores básicas, falos dos neutros: o camel, o azul escuro, o cinza, o preto, o bordeaux ou o verde-garrafa. Obviamente não é necessário ter estas cores todas, mas estas são a meu ver as cores a escolher quando queremos investir em peças de maior qualidade. De momento investi em duas, 100% cashmere, uma camel de meia-gola e uma antracite de gola redonda.

 

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4 - Um sobretudo

Aplica-se a um bom sobretudo a mesma teoria que a um little black dress. Um bom sobretudo é capaz de fazer maravilhas pela figura e nunca compromete. É um ótimo agasalho para dias mais frios, pode ser sobreposto a um blazer ou a um casaco de cabedal e sendo utilizado com peças mais casual cria um contraste interessante. É a meu ver, tal como um bom blazer, uma daquelas peças de roupa que dá logo um lift ao resto do look. Neste departamento, falta-me adquirir um camel ou preto, tenho que me decidir e aproveitar os saldos de inverno.

 

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5 - Vestido de malha

Um vestido em malha, em jersey de algodão ou lã, mais ou menos estruturado, é uma das minhas peças preferidas para outono / inverno. Fica perfeito com umas botas altas, com mocassins mais masculinos ou com ténis. Pode ser usado sozinho, com uma camisa, com uma malha (no caso de ser de jersey de algodão), com um sobretudo ou biker jacket. As possibilidades são infindáveis...

 

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Há que notar que nestes essenciais não incluí sapatos, malas e outros complementos que considero indispensáveis. No próximo fall report falarei destes acessórios, que permitem brincar com tudo o resto, dando vivacidade e tornando um look verdadeiramente único. E para vocês quais são os essenciais desta estação?

 

Todas as imagens, à exceção da das malhas, foram retiradas do pinterest.

 

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Luva e Pega de cozinha - D.I.Y

Um dos muitos motivos por ter aprendido a costurar foi o facto de querer fazer as prendas que dava à minha família e amigos. Se o gosto pela costura já cá estava, sei que houve um Natal, já há alguns anos, em que me entreguei às linhas, aos tecidos e à bricolage fazendo uma data de presentes com as minhas próprias mãos. O que é certo é que desde aí nunca mais parei.

Com o mês de Dezembro à porta, o tempo para fazer as prendas de Natal começa a ficar cada vez mais apertado. E se há alguns projectos no blog que podem servir de inspiração para as vossas prendas de Natal, o mês de Dezembro vai ser dedicado quase em exclusivo a projectos de Natal. Desde ideias para decorar a casa, a tutoriais e ideias para as vossas prendas de Natal, o blog vai entrar em “full Christmas mode”.

Os projectos que vou partilhar vão ser rápidos de fazer, porque o tempo já não é muito e há que saber organizar e aproveitar aquele que se tem. No entanto, são ideias e tutoriais de peças que qualquer um de nós gostaria de receber. É o caso desta luva e pega de cozinha, acessórios indispensáveis para quem gosta de cozinhar. Os têxteis de cozinha, são para além de fundamentais uma boa forma de decorar as nossas cozinhas. É daquelas coisas que dão sempre jeito visto terem muito uso no dia-a-dia. A minha mãe chega mesmo a dizer que em conjunto com os panos da loiça são verdadeiros consumíveis. Verdade seja dita, ninguém acha muita piada a têxteis de cozinha velhos e encardidos.

É um projecto simples e muito rápido de fazer, sendo que podem brincar com os padrões de tecidos que escolhem atribuindo um carácter único às vossas peças. Sem mais demoras segue-se o tutorial, como sempre se surgirem dúvidas coloquem as vossas questões na caixa de comentários.

 

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Luva e pega de cozinha

 

Materiais/Aviamentos:

- 0,50 cm de Tecido de Algodão para o exterior da luva e para a pega

-  Retalho de tecido para o forro da luva (utilizei um retalho de pano para lençol)

- Manta Acrílica

- Ilhoses

- 50 cm cordão de Algodão

- 40 cm de fita de viés

- Cola temporária em spray (opcional)

- Aplicador de ilhoses e Martelo ou Alicate para ilhoses

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

Molde Luva Cozinha.pdf

 

Para obterem o molde da luva basta clicar na hiperligação e transferir o ficheiro para o vosso computador, depois é só imprimir. Quando imprimirem o molde tenham o cuidado de imprimir em tamanho real ou "actual size", para confirmar se a impressora está a imprimir correctamente devem ir às suas propriedades. 

Aconselho a lerem com atenção todo o tutorial antes de começar a sua execução.

O molde contém valores de costura incluídos, os mesmos são de 1 cm.

O molde da luva apresenta-se em duas folhas que devem ser unidas pelas setas como se fosse um puzzle.

No molde podem encontrar dois tamanhos diferentes, sendo que para mim utilizei um S e tenho as mãos de tamanho mediano para senhora. 

Para personalizar a vossa luva podem utilizar tecidos diferentes, brincar com as cores dos cordões e viés e até mesmo fazerem um acolchoado se assim o desejarem.

 

 

Plano de Corte:

Tecido para o exterior da luva e para a pega:

Cortar com o tecido dobrado:

Luva: Cortar uma vez o molde da luva

Pega: Cortar uma vez um quadrado de 21X21 cm

(valores de costura incluídos :1 cm)

 

Como fazer:

 

A luva de cozinha

 

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1 - Imprima os moldes da luva de cozinha, seleccione o tamanho desejado e transfira o molde para o tecido, corte de acordo com o plano de corte.

 

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2 - Fixe as duas peças da luva resultantes do corte à manta acrílica. Para tal pode chulear todo o contorno da luva fixando-o desta forma à manta acrílica ou utilizar cola temporária em spray (neste caso deve aplicar a cola sobre a manta acíclica). Depois de ter fixado as peças recorte o excesso de manta acrílica e passe com o ferro de engomar.

 

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3 - Cosa a luva juntando as suas duas peças pelo direito. Faça pequenos cortes em “v” nas zonas curvas da luva de forma a abrir bem as costuras, tome especial atenção ao espaço entre o dedo grande e o resto dos dedos. Chuleie e apare as costuras e volte a luva para o direito. Realize os mesmos passos para coser o forro da luva.

 

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4 - Com o forro do avesso, insira-o na luva. Sugiro que “calce” a luva em tecido do forro (do avesso) e enfie a luva em tecido exterior por cima da mesma. Desta forma, garante que ficam ambas do mesmo tamanho e que o forro fica bem colocado. Se for necessário apare o forro à medida da luva exterior (fixe-as pelo punho com alfinetes e apare). Com um ponto de alinhavo fixe a luva exterior ao forro pelo punho.

 

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5 - Dobre a fita de viés ao meio, no sentido do comprimento, e passe com o ferro. Debrue o punho da luva com a fita de viés, colocando o “punho da luva” no interior da fita de viés e pespontando a mesma. Não se esqueça de dobrar a ponta da fita de viés no final da costura para dentro de forma a conseguir um acabamento perfeito. Caso se sinta pouco a vontade, sugiro que alinhave antes de coser à máquina.

 

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6 - Aplique o ilhós num dos cantos da luva. Caso nunca tenha aplicado ilhoses sugiro que veja este vídeo, no qual explicam como aplicar ilhoses com um martelo. Por norma, quando compram uma caixa de ilhoses a mesma vem com um aplicador. O aplicador vem com 3 matizes, em primeiro furam o tecido com as de metal e depois aplicam os ilhoses com a mais arredondada de metal e a plástica. Nunca tinha aplicado antes e foi bastante fácil de aplicar com  o aplicador e um martelo, pelo que penso não ser necessário um alicate específico para o fazer.

 

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7 - Depois de ter aplicado o ilhós, só precisa de passar o cordão de algodão pelo mesmo. Dê dois nós no cordão de algodão, fixe o nó com uns pontos à mão, apare as pontas (1,5 cm) e desfaça as pontas do cordão.

 

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A pega

 

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1 - Corte o dois quadrados que formam a pega de acordo com as indicações presentes no plano de corte. Com a ajuda de um objecto circular, apare os cantos dos quadrados para que fiquem arredondados.

 

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2 - Fixe as duas peças da pega resultantes do corte à manta acrílica. Para tal pode chulear todo o contorno da pega fixando-a desta forma à manta acrílica ou utilizar cola temporária em spray (neste caso deve aplicar a cola sobre a manta acíclica). Depois de ter fixado as peças recorte o excesso de manta acrílica e passe com o ferro de engomar.

 

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3 - Junte os quadrados de tecido, direito com direito, e costure-os do avesso. Deixe uma abertura de cerca de 5 cm de forma a virar o trabalho para o direito. Vire a pega para o direito e pesponte todo o seu contorno, fechando desta forma a abertura previamente feita.

 

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4 - Aplique o ilhós num dos cantos da pega. Guie-se pelas explicações acima descritas para a luva de cozinha.

 

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5 - Depois de ter aplicado o ilhós, só precisa de passar o cordão de algodão pelo mesmo. Dê dois nós no cordão de algodão, fixe o nó com uns pontos à mão, apare as pontas (1,5 cm) e desfaça as pontas do cordão.

 

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Doces #5 - Strudel de Maçã e Amêndoa

Não há nada que seja mais agradável nesta época do ano do que uma chávena de chá e uma fatia de algo doce. Mas nem sempre apetece passar horas sem fim na cozinha. Há dias em que apetece uma sobremesa ou algo doce para um lanche de fim-de-semana, contudo o tempo e as outras mil e uma coisas que temos para fazer cortam-nos a disponibilidade a metade. Esta receita é perfeita para essas alturas em que o tempo é curto, sendo rápida e fácil de fazer. Este strudel de maçã e amêndoa é o final perfeito para uma refeição de família ou um docinho para o chá das cinco. Para comer como sobremesa fica divino com uma bola de gelado de baunilha ou uma generosa colher de chantilly, já para o lanche sugiro que comam tal e qual complementando com uma chávena quentinha do vosso chá predilecto.

Inspirei-me neste vídeo, partilhado pela minha prima Nininha no Facebook, provando que as redes sociais têm coisas boas se as soubermos aproveitar. Achei tão simples e fantástica a forma de fazer esta trança que não podia deixar de experimentar! O recheio foi uma excelente forma de aproveitar fruta, sendo que resolvi fazer antes um recheio mais cremoso, tendo por isso optado por fazer um género de puré de maçã.

Experimentem este strudel rápido e tão simples de fazer e digam-me o que acharam!

 

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Strudel de Maçã e Amêndoa

Para 8 pessoas (ou 10 depende da gulodice de cada um)

 

Ingredientes:

-500 gramas de maçã (sem casca nem caroços)

-100 gramas de açúcar

-1 colher de chá rasa de canela em pó

-1 colher de sopa de xarope de ácer ou de mel

-Raspa de limão q.b

-5 colheres de sopa de farinha de amêndoa

-Amêndoa laminada q.b

-1 gema de ovo

- Açúcar em pó q.b

-1 base de massa folhada em rolo (redonda ou rectangular)

 

Modo de preparo:

 

1- Comece por preparar o recheio: descasque e corte a maçã em pedaços e leve a cozer numa panela com água.Quando estiverem macias, escorra a água da cozedura e reduza-as a puré com a varinha mágica. Adicione o açúcar, a canela, a raspa de limão, o xarope de ácer e a farinha de amêndoa. Mexa bem o preparado e reserve.

 

2- Para montar o strudel, abra o rolo de massa folhada (retire do frigorífico 10 minutos antes de montar o strudel) e no centro disponha o recheio deixando uma borda de 3 a 4 cm em cada ponta. Para fazer a trança, faça cortes horizontais nas bandas laterais da massa de forma a criar tiras com cerca de 2 cm de espessura. Depois basta cobrir o recheio com as pontas e entrançar as tiras laterais “tapando” desta forma o creme de maçã e amêndoa.

 

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3- Pincele ligeiramente com a gema de ovo batida e polvilhe com a amêndoa laminada, leve ao forno previamente aquecido a 180º até a massa folhada esta cozida e dourada. Polvilhe com açúcar em pó e sirva ainda morno com uma bola de gelado de baunilha ou uma boa colherada de chantilly.

 

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Ser Mãe #5 - O trabalho mais valioso do mundo

Lisboa, 23 de novembro de 2016

 

A todas as Mães

 

Ser Mãe é o privilégio mais cansativo que conheci até hoje. Desenganem-se aqueles que acham que os dilemas de uma mãe são sempre resolvidos com o instinto maternal, há alturas em que dá vontade de mandar um grito e fugir com a roupa que temos no próprio corpo. Se ser mãe é a melhor coisa do mundo e os nossos filhos são o nosso tesouro mais bem guardado, existem alturas em que somos postas à prova, como gladiadores na era romana.

 

No fundo é isso que somos, gladiadoras de maminha, de biberon, ou colher de papa, tanto faz, pois o que importa é amá-los e se possível manter a nossa sanidade mental intacta. Por mais calmo que um bebé seja, haverá sempre momentos complicados. Ainda que não haja noites mal dormidas, haverá sempre um “qualquer outro tigre a domar”. Ser mãe implica ter a tenacidade de um dominador de “feras” e a delicadeza de uma primeira-bailarina. É uma dança, que implica os mais diversos jogos e movimentos, o lidar com situações imprevisíveis e sempre um amor arrebatador que faz com que tudo valha a pena. Porque, neste caso, depois da tempestade vem mesmo e sempre a bonança. Somos educadoras permanentes, entertainers nas horas vagas, cozinheiras e enfermeiras de campanha…. Se é o nosso colo que os afaga quando estão assustados, também somos nós que os “repreendemos” quando se portam menos bem.

 

Hoje em dia a maior parte de nós trabalha, gere carreiras (e o ego dos outros…), lidando com pressões sociais inimagináveis. Outras escolhem ser mães a tempo inteiro, trabalho muitas vezes menosprezado, para mim o mais difícil e altruísta do mundo. Ser mãe é como ser rainha de um país, é vestir a camisola de uma família e garantir que seja longa ou curta a nossa vida irá ser, em grande parte, a eles dedicada. Nós mães, mais novas ou mais velhas, estados civis à parte, somos capazes de enfrentar o mundo a qualquer hora, de qualquer forma, sem aviso prévio ou guião escrito. Somos “polvos humanos” e os nossos tentáculos parecem chegar a tudo e quando não chegam tende a abater-se sobre nós uma certa frustração. Aos nossos olhos somos sempre capazes de controlar o que nos rodeia. A verdade é que muitas serão as vezes em que não o iremos conseguir, embora partamos sempre com essa vontade em mente. Há alturas em que ser mãe “esgota”, drenando-nos física e psicologicamente, fazendo-nos pensar sobre se foi assim que imaginávamos o que seria ser mãe. A minha resposta tem sido sempre a mesma, a realidade não corresponde ao que tinha em mente. Imaginava que desse trabalho, mas não imaginava que desse tanto. Imaginava que ia amar, mas não imaginava que ia amar tanto.

 

Nunca me agradaram muito as coisas fáceis e regra geral sempre me consegui exceder naquelas que eram mais difíceis para outros, sendo porém menos brilhante nas aparentemente mais simples. Ser mãe não é fácil, talvez seja a mais árdua das tarefas, no entanto sinto que foi feita para mim e assim será para a maior parte das mulheres. Porque, diferenças, à parte todas somos boas mães, supermães, gladiadoras e domadoras de leões, envolvidas pela delicadeza de uma bailarina. Somos únicas, e, na nossa delicadeza, mágicas, audazes, ferozes e vorazes. Pois ser mãe é um privilégio que nos é dado, sem sabermos como, antes de superarmos todos os níveis e provas. Penso que talvez seja por isso que nos questionamos todos os dias sobre se estamos a desempenhar bem o papel que nos é atribuído. Afinal de contas o tesouro já é nosso, a tarefa é estimá-lo e guardá-lo, para que um dia seja do mundo. No fundo temos que fazer jus ao que nos foi “dado”, sem lhes falhar.

 

É o trabalho que mais estimo e prezo, que mais me enlouquece e preenche. Faço-o com um suporte familiar de excelência e é graças a eles que o consigo fazer, juntando a esta festa da vida outras atividades. Tenho uma profunda admiração e estima pelas mulheres que o fazem sozinhas, sem assistência de bastidores. Para mim são mitos, heroínas sem capa, mulheres gigantes. Porque ser mãe é o melhor do mundo, mas às vezes dá-nos cabo da cabeça e do coração. É preciso que nos recordemos todos os dias do que temos em mãos, e que as gargalhadas deles geralmente curam todas as dúvidas existenciais que surgem nas más noites ou com uma birra “monumental”.

 

Ser mãe dá trabalho, mas é o trabalho mais valioso do meu mundo.

 

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(imagem retirada do pinterest)

 

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Mommy Meals #10 - O coelho da minha mãe

A receita que vos trago hoje é de uma carne que não é muito consensual: o coelho. Há quem adore e há quem odeie pratos de coelho.

 Cá em casa há histórias muito engraçadas relacionadas com este animal. O meu pai nunca foi grande fã de coelho, bravo (“de caça”) ou doméstico, por isso era um prato que se fazia com menos frequência. No entanto, a minha avó materna fazia com bastante regularidade receitas de coelho doméstico. Os meus avós chegaram a ter coelhos de criação e o meu irmão Manel criou amizade com um deles, o Afonso – mesmo este, apesar de uma visita à escola do Manel, na qual ficou quase sem pelo nas orelhas de tanta festa que os meninos lhe fizeram e dos laços especiais anteriormente estabelecidos, teve por destino final a panela…

Como já disse, o meu pai era pouco apreciador de coelho, sobretudo do típico coelho “à caçador”, que faziam muito no Alentejo, em casa dos meus avós paternos. Um dia, já há largos anos, num almoço tardio um chefe “presenteou-o” com um prato de coelho com ervilhas e ele, de tanta fome, não teve outro remédio e lá comeu o dito…

Até há muito pouco tempo, eu pertencia à classe de quem não apreciava coelho, mas na verdade nunca tinha experimentado. Confesso que era teimosia minha e uma experiência recente foi a prova de que experimentar novos sabores é importante. Já tinha visto a minha mãe a fazer este coelho várias vezes e nem o seu maravilhoso aspeto me tinha feito ceder, mas no outro dia o jantar em casa dos avós paternos do Manel foi coelho e lá experimentei. Surpresa das surpresas - gostei! E foi então que disse à minha mãe que afinal já gostava de coelho e estava preparada para provar o dela. No fim-de-semana seguinte a minha mãe lá comprou coelho e fez este manjar delicioso, que não posso deixar de partilhar com vocês.

É uma receita muito simples e fácil de fazer. Aconselho a que deixem o coelho a marinar de véspera, pois a carne de coelho é delicada e funciona melhor se ganhar os sabores de uma boa marinada. No entanto, se quiserem fazer sem marinar de véspera, poderão deixar temperado de manhã para confecionar ao jantar - resulta igualmente bem.

Experimentem esta delícia, que fez com que uma “descrente” nesta carne se apaixonasse por ela!

 

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O coelho da minha mãe

Para quatro pessoas

 

Ingredientes:

 

- 1 coelho médio (partido em pedaços)

- 1 colher e meia de sopa de massa de alho

- 1 colher de sopa de mostarda Dijon

- 1 colher de sobremesa de sal

- 1 colher de sobremesa de salva seca

- 1 colher de sopa de massa de pimentão

- 1 pacote pequeno de vinho branco (250 ml)

- 1 cálice de vinho do porto

- Hortelã q.b

- 1 cebola média

- Farinha q.b

- 1 colher de sopa de margarina

- 2 colheres de sopa de azeite

 

Modo de preparo:

 

1- De véspera ou com algumas horas de antecedência, ponha o coelho a marinar com a cebola partida em quartos e temperado com a massa de alho, a mostarda, o sal, a salva, a massa de pimentão, o vinho branco, o cálice de vinho do porto e um raminho de hortelã. Caso seja de véspera ou esteja calor, deve guardar o coelho no frigorífico num recipiente fechado.

 

2- Para confecionar o coelho, retire-o do frigorífico e deixe-o por uma hora à temperatura ambiente. Retire cada pedaço de coelho da marinada e seque bem com papel de cozinha, reserve a marinada. Passe os pedaços de coelho por farinha e leve a dourar no azeite e na margarina. Quando estiverem louros, ponha de parte e adicione a marinada (reserve a cebola) à frigideira na qual fritou o coelho, de forma a libertar os sucos nela deixados.

 

3- Num tabuleiro de ir ao forno, faça uma cama com a cebola em quartos e disponha sobre ela o coelho. Regue com a marinada e leve ao forno durante aproximadamente 45/50 minutos a 200º graus ou até o coelho estar cozinhado. Sirva com puré batata e uma boa salada de alface.

 

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Banner de Natal - D.I.Y

Com o Natal quase à porta - falta pouco mais de um mês para chegar - é altura de começar a decorar a casa. Com isto em mente, vão começar a surgir por aqui vários projetos dedicados a esta época do ano, que para mim é a preferida. Acho que a única coisa de que não gosto no Natal é a promoção desenfreada e o consumismo desmesurado que se tem vindo a associar a esta altura do ano. Tudo o resto: a partilha, os jantares e encontros, as memórias que se criam, o tempo passado em família, o frio, a comida e o seu cheiro a invadir a casa, as músicas de Natal, entre outras coisas maravilhosas, fazem desta a época mais especial do ano. Neste Natal irão ter um sabor ainda mais especial, por ser o primeiro Natal do Manel. Por isso, é com grande alegria e gosto que vou partilhar convosco todos os pormenores, detalhes, projetos e receitas que iremos fazer aqui por casa.

Começamos por um banner para pendurar na parede ou numa porta. Este banner é super fácil de fazer, a única coisa mais complicada será, talvez, realizar o contorno em ponto zig-zag devido às hastes da rena. No entanto, não se acanhem e tentem à mesma, vão mais devagarinho e no final vão ser recompensados pela alegria de terem feito um banner maravilhoso e único. Se acharem a forma da rena muito complicada de contornar, sugiro que tentem com outros motivos mais simples – uma estrela; um pinheiro; um coração…. Podem retirar a silhueta da internet ou desenhá-la vocês mesmos. Eu retirei a silhueta da rena da internet e depois ampliei e transferi com papel vegetal, contudo achei mais simples disponibilizar-vos o molde pronto a imprimir e recortar.

Espero que gostem deste primeiro projeto de Natal, caso surjam dúvidas não hesitem em deixá-las na caixa de comentários!

 

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Banner Rena

Tamanho único

 

Materiais/Aviamentos:

 

- 60 cm de tecido para o Banner (podem utilizar lona de algodão, canvas, panamá…)

- Retalho de tecido para a rena (cerca de 20 X 40 cm de tecido)

- Entretela de Dupla face

- Cabide de madeira (Ikea)

- Pedaço de fio de algodão, corda…

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

Molde Rena.pdf

 

 

Notas: Apesar de ter utilizado um pau de cabide para passar o banner, podem utilizar aquilo que tenham à vossa disposição, até mesmo um pau que apanhem na rua, basta que tenha as medidas do banner. A imagem que está no molde é como que o “reflexo” da aplicação que vão aplicar no banner, ou seja, é uma simetria da mesma. Devem recortar a imagem e transferi-la para a entretela exatamente como se apresenta, para que depois no tecido fique virada para o lado certo (é um pouco como os bordados).

 

Plano de Corte:

Tecido Principal:

Cortar com o tecido singelo:

Um banner com as seguintes dimensões:

(valores de costura incluídos)

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Como fazer:

 

A aplicação da rena:

Imprima e recorte o molde da rena para aplicar no banner. Transfira, tal e qual como se apresenta, o contorno da rena para a entretela (lado liso). Aplique a entretela no tecido escolhido para a aplicação da rena, para tal junte o verso do tecido ao lado rugoso da entretela e pressione com o ferro de engomar (sem vapor) sobre toda a superfície. Depois de colada a entretela ao tecido, recorte o contorno da rena e ponha de parte.

 

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O corpo do banner:

Corte o banner de acordo com as dimensões apresentadas no plano de corte. Faça as bainhas laterais, realizando duas dobras de 1 centímetro e pespontando. Para as bainhas em “bico” do banner, faça também duas dobras de 1 centímetro e pesponte. Para fazer o “canal” para o pau passar, faça uma dobra de um centímetro na ourela superior e depois volte a dobrar dois centímetros, pesponte.

 

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Aplicação da “rena” ao banner:

Descole a película adesiva da entretela e cole a “rena”, de forma centrada, ao banner. Para tal, sugiro que encontre o centro do banner e da “rena” e que vá colando com cuidado a aplicação, sendo que pode colar e descolar com facilidade. Quando estiver contente com a posição da “rena”, fixe-a com um ponto em zig-zag - escolha um ponto em zig-zag “apertado” e selecione uma largura de ponto pequena- pesponte todo o seu contorno, fixando-a desta forma ao banner.

 

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O pau para o banner:

Retire o pau transversal de um cabide com a ajuda de um alicate. Com uma mini-serra ou um x-acto bem afiado, corte as pontas do pau e apare-o à medida do banner (cerca de 37 cm). Caso fique com as pontas do pau irregulares, utilize uma lixa ou uma lima para as unhas (foi o que eu utilizei) para limar até ficar mais uniforme. Sugiro que a cerca de 1 centímetro de cada ponta, realize com a mini-serra, x-acto ou até mesmo com um alicate um caminho para passar o fio. Para tal, basta serrar um pouco o contorno do pau, sendo que não é suposto cortar apenas marcar o pau de forma a criar um caminho para prender bem o fio.

 

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Montagem do banner:

Para montar o seu banner, só precisa de passar o pau pelo canal e atar em cada ponta o fio de algodão, fazendo-o passar pelo caminho previamente criado. Se desejar pode colocar uma pequena gota de super-cola no nó, de forma a garantir que o mesmo não se desfaz.

 

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O seu Banner está pronto a pendurar e a fazer as alegrias de pequenos e graúdos nesta quadra natalícia.

 

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Doces #4 - Mousse de Manga

As coisas banais do dia-a-dia, surgem como frequência como ponto de partida e fonte de inspiração para outras. Seja na costura ou na cozinha é algo que me acontece variadíssimas vezes e, assim que preparei pela primeira vez puré de manga para o Manel, lembrei-me logo de fazer uma mousse de manga.

Apesar de já ter feito várias vezes a receita com natas e leite condensado, queria uma versão minha e mais saudável. Lembrei-me de substituir as natas por iogurte grego e pôr de parte o leite condensado, porque a manga é uma fruta tão doce que nem precisa de ser muito adoçada. De facto, às vezes é um exagero a quantidade de açúcares que ingerimos, e, se acho que não devemos ser extremistas, também julgo que é bom reduzir os excessos. Sobretudo, penso que havendo alternativas igualmente deliciosas mas mais saudáveis devemos segui-las. Claro que não dispenso uns bons ovos moles ou um bolo de chocolate, contudo há lugar para tudo na vida e esta sobremesa é perfeita para adoçar a boca sem culpas, mas com muito sabor.

É uma mousse leve e delicada, fresca e doce q.b, ideal para terminar uma refeição ou para servir numa festa em doses individuais. Espero que gostem desta versão doce, mas mais saudável do que a tradicional.

 

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Mousse de Manga

Para 5 pessoas (ou 6 depende da gulodice de cada um)

 

Ingredientes:

- 1 manga média/grande

- 200 gramas de iogurte grego

- 2 claras de ovo

- 2 colheres de sopa rasas de açúcar

- 3 folhas de gelatina

- Sumo de limão q.b

 

Modo de preparo:

 

1 – Descasque e corte a manga em pedaços, reduza-a puré com a varinha mágica. Numa taça, junte ao puré de manga o iogurte grego e o sumo de limão, mexa bem.

 

2 -  Demolhe as folhas de gelatina num pouco de água, quando estiverem macias escorra a água e leve a derreter por uns segundos ao micro-ondas (cuidado para não queimar). Junte a gelatina dissolvida ao preparado da manga.

 

3 – Bata as claras em castelo com o açúcar até obter um merengue brilhante. Envolva as claras com o preparado da manga até obter uma mistura homogénea. Distribua por taçinhas e leve ao frigorífico por umas horas. Sugiro que sirva com manga fresca cortada aos cubinhos e hortelã picada finamente.

 

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Quick DIY- Mangas plásticas para bebé

Quem tem bebés sabe o estado calamitoso em que ficam depois de uma refeição, nódoas nos locais mais inusitados e sopa espalhada por todo o lado. Cá por casa já experimentamos mil-babetes e com todos acontece o mesmo, só me faltar experimentar uns do IKEA com mangas, que me pareceram ainda um pouco grandes para o Manel. O facto é que nada escapa às pequenas mãos avidas e entusiastas de um bebé. E se o importante é que comam bem, também nos dá jeito que não estejam a mudar de roupa três vezes ao dia. Com isto em mente, e porque já não era suficiente só um babete, decidi fazer umas mangas plastificadas para diminuir propagação das nódoas pela roupa do Manel. Para além de ser uma boa ideia para esta fase é igualmente um acessório útil para as pinturas e brincadeiras dos mais pequenos. É um projecto super rápido e fácil de fazer, sendo que fica um amor com o babete ou avental (para pintar) a condizer. Espero que gostem desta sugestão para diminuir os "estragos" na hora da papa! 

 

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Mangas plásticas para bebé

Tamanho 6/12 Meses

 

Materiais/Aviamentos:

 

- Retalho de tecido plastificado

- Um pedaço de elástico de 0,5 cm

- Vaselina ou Creme Hidratante

- Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

 

Notas: O tamanho destas mangas é para um bebé dos 6 aos 12 meses, no entanto, é fácil adaptar o tamanho a bebés maiores ou até mesmo a crianças. Para tal, guie-se pela fórmula sugerida no plano de corte. No meu caso, juntei 8 cm ao contorno de braço, mas verifique se não é necessário juntar mais para que a manga fique com alguma folga e a criança se consiga mexer à vontade - o importante é que a manga fique ajustada na zona do pulso. 

 

Plano de Corte:

Cortar com o tecido singelo:

Dois rectângulos com as seguintes dimensões:

22 cm X 14 cm (valores de costura incluídos)

fórmula : contorno do ante-braço+ 8 cm X medida do pulso até ao cotovelo (+valores de costura)

 

 

Como fazer:

 

1 – Corte dois rectângulos em tecido plastificado com as medidas referidas no plano de corte, caso utilize as suas próprias medidas acrescente valores para as costuras e bainhas.

 

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2 – Faça as bainhas da parte superior e inferior das mangas (lado mais comprido do rectângulo). Para fazer as bainhas, faça duas dobras pequenas de meio centímetro para o interior do tecido e pesponte. Para pespontar tecido plastificado sugiro que espalhe um pouco de vaselina ou de creme hidratante na zona a pespontar, este truque é utilizado quando se trabalha com plastificados de forma a que o calcador da máquina deslize sem problemas, obtendo um pesponto bonito e sem falhas.

 

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3 -  Aplique os elásticos para os punhos e braços: corte o elástico com à medida do pulso do bebé e marque 1 centímetro a partir das bainhas. Costure o elástico com um ponto a direito: fixe o elástico no principio da costura e vá depois puxando o elástico até ao outro lado da manga, utilize a linha de marcação previamente realizada como guia.

 

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4 – Costure as laterais da manga, para tal dobre a manga ao meio e com os direitos frente a frente cosa os lados da manga. Abra as costuras com os dedos e remate-as com uma tesoura em zig-zag.

 

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As mangas estão prontas a enfrentar qualquer papa ou pintura!

 

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Mommy Meals #9 - Massa com Espinafres e Bacon

A proposta culinária desta semana é uma massa rápida e fácil de fazer, perfeita para os dias em que temos o tempo contado. Regra geral recorro às massas quando preciso de uma refeição rápida e aconchegante, seja com um suculento molho de tomate ou com um sumptuoso molho carbonara. No que toca à carbonara, gosto das duas versões, tanto da italiana (sem natas) como da portuguesa (com natas). Contudo, confesso que para mim não há nada como um bom spaghetti pomodoro, com queijo parmesão ralado na hora, sendo que de vez em quando junto um bocadinho de bacon…

No entanto, há dias em que nos apetece variar e em que é preciso aproveitar ingredientes que temos à mão. Esta massa é, por isso, mais uma sugestão de uma combinação de sabores que resulta na perfeição do que uma receita propriamente dita. Podem acrescentar ou substituir os ingredientes e aproveitar restos que tenham a deambular no frigorífico. Para fazer a receita para mais pessoas, basta aumentar as quantidades dos ingredientes de forma proporcional.

É a solução perfeita para uma refeição rápida para duas pessoas ou para um encontro de amigos. Fácil, rápido e super guloso! Espero que gostem!

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Massa com Espinafres e Bacon

(para 2 pessoas)

 

Ingredientes:

- 200 gramas de massa seca (esparguete ou massa cortada)

- 300 gramas de espinafres

- 120 gramas de bacon em cubos

- 50 ml de natas

- 50 gramas de mozarela ralada

- Meia bola de mozarela fresca

- 1 alho picado

- Sal q.b

- Noz-moscada moscada

- Pimenta moída

- Azeite q.b

 

Modo de preparo:

 

1 – Comece por fritar o bacon numa frigideira antiaderente. Quando estiver tostadinho, retire o excesso de gordura com um pouco de papel absorvente e reserve.

 

2 – Leve uma panela ao lume com água temperada de sal, quando estiver a ferver adicione a massa e deixe cozer até estar “Al Dente”.

 

3 – Enquanto a massa coze, salteie os espinafres numa frigideira com um fio de azeite e o alho picado. Quando os espinafres tiverem murchado, junte as natas e a mozarela, mexa e tempere com sal, pimenta e noz-moscada.

 

4 – Assim que a massa tiver cozida, adicione-a aos espinafres. Junte 2/3 do bacon e um pouco da água aonde cozeu a massa, envolva tudo muito bem e coloque num tabuleiro de ir ao forno. Polvilhe com a mozarela fresca desfeita em pedaços e leve a gratinar. Retire do forno quando estiver douradinha e sirva com o resto do bacon.

 

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Hot Topics #2 - O desacreditar de uma Nação

Pensei se havia ou não de escrever sobre o assunto, existem provavelmente opiniões muito mais interessantes do que a minha no que toca a este assunto. No entanto, em tempos fui apaixonada por política e quis mudar o mundo. Hoje em dia, sou uma mera espectadora de bancada, muito menos assídua do que gostaria, sendo que o meu mundo me impede de perder tempo com aquilo que me causa nós na barriga. Não é desinteresse, é mesmo a gestão temporal de uma mãe que tem de seleccionar com escrutínio aquilo a que dá atenção.

 

Curiosamente, na semana passada escrevi sobre o papel que uma mãe tem na formação da humanidade e por esse motivo achei que tinha de exprimir a minha opinião sobre isto.Não me ocorre melhor termo para o que aconteceu ontem à noite: isto.A minha perplexidade não permite mais, e o baby brain também não ajuda a referir-me aquilo que aconteceu noutros termos. Não estou perplexa com o facto de ter alguém pouco apetecível a ocupar um dos assentos mais importantes do mundo. Nem falo das implicações económicas e sociais que esta eleição podem causar. Estou chocada com o facto de existirem pessoas, sobretudo mulheres com formação a escolherem alguém com aquele perfil para as representar. Só posso atribuir esta escolha ao desespero, à falta de esperança e ao enfartamento de viver numa sociedade que não dá aquilo que se precisa. E de repente, percebe-se que as sociedades não se identificam com os líderes dos seus países. O sentimento é generalizado um pouco por toda a parte, vota-se em beltrano para não votar em sicrano. Já não existem líderes como antes, ou será que nunca existiram? Será que nos tornamos mais exigentes à medida que os anos passaram? Será que ficam na história aqueles que não tiveram a possibilidade de governar? Como o JFK ou o Francisco Sá Carneiro, mitos e lendas por não terem tido o tempo de mostrar aquilo que com ele fariam.

 

Tudo isto me leva a pensar, que escolher alguém por não haver alternativas melhores é, para além de desmoralizante e triste, o problema de raiz de tudo o resto. O não acreditar com garra e convicção de que alguém pode mudar a sociedade em que nos inserimos, alguém que dê luz a um mundo cada vez menos transparente. Pode ser uma esperança um tanto ou quanto infantil, porque mudar o mundo não é tarefa simples e há burocracias e outros factores a ter em conta. Mas não devia ser isso que nos move? Que os move?A tenacidade de querer mudar o mundo, de transpor barreiras e de fazer com que a sociedade seja melhor para aqueles que a habitam. É um pipe dream e não peço tanto, porque sei que não pode existir tanto. Só peço que haja alguém algures, que seja capaz de liderar uma sociedade com franqueza, esperança e responsabilidade social. Não peço santos, peço homens e mulheres com formação, espírito de liderança e bom fundo (mesmo que seja lá no fundo).

 

Não vivo nos Estado-Unidos, e não posso afirmar com certeza absoluta aquilo que faria se lá vivesse. Não sei em que classe social estaria inserida, não sei se poderia ter o luxo de fazer aquilo que gosto, não sei se viveria uma vida relativamente desafogada, não sei se teria um plano de saúde para mim e para o meu filho. Apenas posso afirmar que faria o possível para escolher com o máximo de clareza e consciência possíveis. Não tenho a certeza de que esta seja uma boa escolha, julgo que a outra seria mais fácil de gerir e sobretudo de engolir. Acho que o principal eleitor de ontem foi a descrença e o desacreditar de uma sociedade gasta e cansada. Apenas tivemos a confirmação de que o mundo está diferente e que muda um pouco todos os dias. Resta-nos olhar para ele e tentar fazer do nosso um sítio melhor.

 

Ou talvez, faça aquilo que o meu avô Pedrosa fez nos anos de ditadura – resguardava-se no seu mundo, apesar de ouvir a BBC e a rádio Alemanha todos os dias, tomando conhecimento sobre o que se estava a passar no mundo e em Portugal. Se por um lado não concordava com o regime, nunca se envolveu nem com a oposição nem tão pouco compactuou com o que se estava a passar. Tinha a capacidade imensa de ser sensível com aquilo que o rodeava, mas era capaz de pôr de lado a negrura das situações, focando-se naquilo que a ele lhe trazia alegria e bem-estar. Porque às vezes penso que tudo isto é um circulo vicioso sem escapatória possível e que por isso mais vale tapar o sol com a peneira e vivermos as nossas vidas, alheios ao resto da paisagem. Mas depois, surge em mim aquela adolescente que queria mudar o mundo, e o caso muda de figura. Esperança, paciência e resiliência – É com isto que devemos, hoje e sempre, encarar o mundo.

 

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J.F.K (imagem retirada do pinterest)

 

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Lenço Skinny - D.I.Y

Um outono com temperaturas um tanto ou quanto loucas e uma necessidade urgente de renovar algumas coisas no meu roupeiro foram o principal motivo para ter criado este lenço. Ainda com (muitas) arrumações por fazer para atingir o meu capsule wardrobe ideal, reparei que precisava de algo que completasse as toilettes mais formais. Ao mesmo tempo e apesar de adorar a coleção de lenços de seda da minha mãe, queria algo mais leve e airoso.

Este género de fitas ou lenços estreitos pareceu-me então a solução ideal. São perfeitos para este tempo esquizofrénico e complementam lindamente os looks com camisas. Já há algumas estações que fizeram o seu regresso, mas este ano estão muito na moda e vêm-se por toda a parte. Adoro a subtileza e elegância que atribuem instantaneamente a um conjunto. É uma peça bastante versátil, podendo ser utilizada de mil e uma maneiras (lenço, fita de cabelo, faixa...). Julgo que também ficam bem com um look mais descontraído, criando um contraste superinteressante. Podem usar à noite numa saída com amigas ou durante o dia no escritório. 

É uma peça rápida e fácil de executar, mas não por isso menos vistosa. Com o Natal à porta, penso que é uma boa opção para quem gosta de fazer as suas próprias prendas, sendo uma peça gira para oferecer a uma irmã; cunhada; amiga... Podem utilizar um tecido estampado ou um tecido liso, mas convém que não seja um tecido muito pesado. Sugiro que aproveitem tecido que tenham comprado ou que vão comprar para fazer outra peça, por exemplo um vestido, pois precisam de 1,75 m de tecido para fazer a fita e a maior parte dos tecidos tem no máximo 1,60 m de largura. Apaixonei-me por este padrão, muito “anos setenta” e que vou utilizar para fazer um vestido, mas acho que também vou fazer uma outra em veludo preto (resta-me encontrar outro motivo para comprar o veludo…).

 

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Lenço Skinny

Tamanho único

 

Materiais/Aviamentos

- Tecido fluído (seda, crepe fino, viscose, veludo, jersey…): 1,75 m X 21 cm

-Materiais de costura básicos: tesoura, giz de alfaiate ou caneta hidrossolúvel, alfinetes, linhas, máquina de costura, ferro de engomar...

 

Notas: Este lenço é composto por um rectângulo de 1,75 X 21 cm, sendo que os valores de costuras estão incluídos nas medidas. Caso se tratem de tecidos muito esvoaçantes, sugiro que cortem o rectângulo com o tecido singelo para que o corte fique perfeito. No entanto, se for um tecido menos fluído podem cortar com o tecido dobrado, nesse caso devem cortar um rectângulo de 87,5 cm X 21 cm (valores de costura incluídos).

 

Plano de corte:

Cortar com o tecido singelo:

 Um rectângulo de 1,75 m X 21 m (valores de costura incluídos)

OU

Cortar com o tecido dobrado:

Um rectângulo de 87,5 cm X 21 cm (valores de costura incluídos)

 

Como fazer:

 

1 – Corte o rectângulo com as dimensões acima indicadas e seguindo o plano de corte da sua preferência.

 

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2 – Dobre o rectângulo ao meio, no sentido do comprimento e com o exterior voltado para dentro. Fixe com alfinetes e faça uma costura sobre todo o comprimento do rectângulo deixando uma pequena abertura a meio , para virar o trabalho para o direito. Remate e apare as costuras.

 

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3 – Para costurar as pontas do lenço, marque 7 cm a partir de um dos cantos e a partir do ponto obtido, trace uma diagonal em direcção ao canto oposto. Depois basta costurar a diagonal previamente desenhada. Para a outra ponta do lenço, deve repetir o mesmo processo, tendo em conta que as diagonais devem ser paralelas uma à outra. Corte o "triângulo" excedente de cada canto e remate as costuras com um ponto de chuleio.

 

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4 - Dê a volta ao lenço, pela abertura previamente deixada, e passe a ferro para assentar as costuras. Feche a abertura à mão com um ponto invisível. O lenço está pronto a usar!

 

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Mommy Meals #8 - Frango Corado com batatas em palitos

As receitas que aqui partilho são muitas vezes pratos de família, feitos com regularidade cá em casa ou em tempos na casa dos meus avós. Na maior parte dos casos, trata-se de comida caseira e simples, sem pretensiosismos, mas não por isso menos deliciosa.  Não quer isto dizer que não goste de comida requintada – adoro e em breve vou publicar receitas mais sofisticadas – no entanto, é na comida de família que encontro o aconchego das memórias que o sabor me traz. São essas memórias que quero renovar todos os dias, para dar ao Manel o prazer de saborear a comida e lhe incutir o gosto por partilhar à mesa estórias com aqueles que nela se sentam.

É o caso deste frango corado, tão simples e fácil de fazer. A minha avó fazia com frequência este frango, aproveitando a água da sua cozedura para fazer canja com massas de letrinhas. Normalmente, acompanhava com arroz de forno e a ocasional batata frita.

Para fazer as delícias de pequenos e graúdos sugiro que acompanhem com palitos de batata no forno, uma opção mais saudável e super apetitosa. Podem encontrar várias receitas deste tipo de batatas na internet, sendo que gosto de fazer as minhas desta forma para que fiquem bem sequinhas. Para dar um sabor diferente, vou variando nas ervas aromáticas que utilizo.

Espero que gostem deste franguinho corado, simples e saudável, mas cheio de sabor e de memórias!

 

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Frango Corado com batatas em palitos

(Para 4 pessoas)

 

Ingredientes :

 

- 1 frango do campo

- 1 cebola média

- 1 batata doce grande

- 3 batatas médias/grandes para assar

- salva seca q.b

- colorau q.b

- azeite q.b

- 1 colher de sobremesa de mostarda

- 1 colher de chá bem cheia de massa de alho

- 1 cálice de vinho do porto

- sumo de meio limão

- sal q.b

- hortelã q.b

- salsa q.b

- margarina q.b

 

Modo de preparo:

 

Para as batatas em palitos:

1 – Comece por descascar e cortar as batatas em palitos. Lave-as em água abundante e seque-as com um pano. Tempere as batatas com pouco azeite, sal, salva seca e colorau. Leve ao forno, pré-aquecido a 180º, num tabuleiro forrado com papel vegetal por 15 minutos. Quando as batatas estiverem macias, ligue a função “grill” do forno e deixe as batatas ganharem cor e secar, desta forma vai ficar com uns palitos super estaladiços por fora e suaves por dentro. Sirva com o frango corado ou com qualquer prato da sua preferência.

 

Para o frango corado:

 

Pode fazer este frango inteiro ou em pedaços. Sugiro que peça ao seu talhante para o cortar em pedaços caso o pretenda fazer desta forma. No entanto, saliente que não quer o frango cortado em pedaços muito pequenos.

 

1 – Coloque o frango numa panela com água, sal e um raminho com hortelã e salsa. Leve ao lume por cerca de 15 minutos, de forma a dar uma “entaladela” no frango. Não se pretende que o frango coza completamente, apenas que fique parcialmente cozido de forma a reduzir o tempo de confeção no forno.

 

2 – Quando a pré-cozedura do frango estiver feita, reserve a água da cozedura e disponha o frango num tabuleiro de ir ao forno com a cebola cortada em quartos. Entretanto, numa taça misture a mostarda, a massa de alho, o sumo de meio limão, o cálice de vinho do porto e uma concha e meia da água de cozer o frango. Regue o frango com este preparado e com pequenas nozes de margarina. Leve ao forno previamente aquecido a 180 º, por cerca de 25/ 30 minutos, para finalizar a cozedura e dourar. Tenha em conta que se fizer o frango inteiro talvez demore um pouco mais no forno, caso seja necessário aumente o tempo no forno para garantir a sua cozedura. Sirva com as batatas em palitos ou com um arroz da sua preferência.

 

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Ser Mãe #4 - É ser formadora da humanidade

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 (imagem retirada do pinterest)

 

“This is the way the world changes. Good people, raising babies right.”

 Catherine Avery in Anatomia de Grey/ temporada 10, episódio 24

 

Sou uma consumidora ávida de séries, a maternidade veio reduzir um bocadinho o número de séries que acompanho, mas as preferidas ficam sempre na memória, assim como os episódios que mais gostei de ver. De entre as preferidas a “Anatomia de Grey” é um clássico que acompanho há bastante tempo. Mais dramática ou não, por vezes com mais lógica do que noutras, com uns episódios melhores que outros, a verdade é que esta série tem a capacidade de me agarrar ao ecrã.

 

Para além de gostar da história e dos personagens, gosto da forma como está escrita, gosto dos seus diálogos e frases marcantes. Esta frase ficou guardada no meu baú de memórias e, no outro dia, ao pensar na responsabilidade que é ser mãe ou pai de alguém, saltou cá para fora.

 

As mães são as principais formadoras da humanidade. Falo das mães porque sou mãe; no entanto, devo salientar que, a meu ver, o papel do pai é tão importante como o da mãe, sendo que ambos têm o direito e o dever de ocupar idêntico lugar na vida dos filhos.

 

Importâncias à parte, o facto é que de repente já não sou só filha, nem a benjamim da família. Ser mãe coloca-nos num patamar de responsabilidade diferente. Com o nascimento dos nossos bebés, somos “promovidas” a mães, encarregadas de educação e a umas quantas outras coisas. Passamos de seres individuais simples, a seres individuais com um terceiro sob a sua alçada. Alçada essa que pressupõe que nos cabe a educação dos nossos bebés. Não falo das escolas que irão frequentar, de regras de boas-maneiras, se irão aprender inglês ou francês, se vão frequentar atividades extracurriculares ou se vão um dia ingressar no programa Erasmus…. Falo num sentido mais amplo, refiro-me à responsabilidade de criar uma criança que um dia se irá tornar num cidadão do mundo. Parece muito simples, mas se pensarmos bem é algo com uma dimensão gigantesca.

 

Para além de amar, cuidar e proporcionar um ambiente favorável aos nossos filhos, somos o alicerce da vida de alguém. E isso não é uma tarefa linear, porque joga com fatores externos, com situações que não podemos controlar e que temos que gerir à medida que vão acontecendo. Obviamente que os valores que transmitimos são muito importantes no contributo para que se os nossos filhos sejam Bons seres humanos. Contudo, apesar dessa parte integrante e fundamental da missão construtiva, há pequenas coisas que se vão fazendo à medida da personalidade de cada um.

 

A missão de educar alguém é uma montanha-russa de emoções, para a qual todos os pais compram bilhete a partir do momento em que sabem que vão ter um filho. É um caminho que se vai percorrendo à medida do crescimento dos nossos bebés. Penso que cada bebé é único, assim como a criança, o jovem e o adulto em que se irão tornar. A educação que cada um dá aos seus é, por isso, algo que varia de casa para casa. O que está certo numa família, poderá não resultar noutra, nem tem que resultar, porque somos todos diferentes – pais e filhos.

 

No entanto, julgo que neste caso o mais importante é o resultado final. Parte da magia de sermos pais é essa, que consigamos cumprir a tarefa de criar e ajudar a crescer Seres Humanos que tornem o mundo melhor. O meu intuito não é criar um ser humano formatado, ser livre é algo que prezo e um dos valores que pretendo passar ao Manel. Não precisamos de criar prémios nobéis da paz, cientistas que vão revolucionar o mundo, nem alguém que se vá destacar publicamente… Aos nossos olhos é certo que irão ser sempre os melhores e seja o que for que façam vamos sempre ter orgulho neles. Tornar o mundo melhor é possível apenas com um simples gesto de bondade, com um sorriso ou com um abraço. Não precisamos de educar Madres-Teresas de Calcutá tão pouco, mas Seres bons, genuínos e decentes para com os outros já é uma boa conquista que, a meu ver, ajudará muito a mudar o Mundo.

 

Lanço-me nesta jornada educativa sem regras nem pontos predelineados. Sigo nesta aventura apenas com o fundamental em mente. O fundamental é criar uma criança feliz, oferecendo-lhe os valores e as bases necessários para que se torne num Homem Bom, Honesto e Correto para com os outros. Julgo que se fizer isto, independentemente da forma como o irei fazer, terei cumprido a missão a que me propus. Porque o conteúdo é que interessa e às vezes acho que o do Mundo, embora de aspeto reluzente, está um bocadinho podre.

 

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